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sábado, 25 de junho de 2011

CRONOLOGIA DA VIDA DE LUIZ GONZAGA


CRONOLOGIA DA VIDA DE LUIZ GONZAGA

1709
Vindo de Portugal, Leonel Alencar chega na região do Exu. Confraternizando com a tribo de índios que vivia ali, os Açus, cuja corruptela do nome daria Axu e logo depois Exu, Leonel Alencar, acompanhado de 3 irmãos, fundou a fazenda Várzea Grande. Depois nasceram as fazendas, Caiçara, de Bodocó, de Salgueiro e da Gameleira. Nesta última, situada no pé da serra do Araripe foi fundado posteriormente o povoado de Exu. Hoje chamado de Exu Velho.

1779
O termo de Exu, situado junto a Serra do Araripe, foi confirmado como Freguesia em 14 de Outubro deste ano.

1846
A Freguesia do Exu foi elevada à Povoação em 30 de Maio deste ano, pela Lei 150.

1858
A Povoação do Exu foi confirmada como Vila em 02 de Junho deste ano, pela Lei 442.

1860
Chega na serra do Araripe, Dona Januária, vinda de Missão Velha no Ceará. Acompanhada de sua filha Efigênia, se empregou na fazenda Caiçara. José Moreira Franco de Alencar casou com Efigênia. Da união nasceram quatro filhas, uma delas Ana Batista, conhecida por Santana. Quando completou 15 anos, Santana viu chegar na Fazenda Caiçara, Januário e seu irmão mais velho, Pedro Anselmo, oriundos não se sabe se de Flores ou de Pajeú das Flores, em Pernambuco. Januário foi logo deitando os olhos em Santana.

1863
A sede da então Vila do Exu foi transferida para Granito, por força da Lei 548 de 09 de Abril deste ano. Exu possuía neste último ano um Juiz Municipal, um Tabelionato, três Distritos de Paz, um Subdelegado de Polícia, uma agência de Correios, 27 eleitores, estando subordinada a Comarca de Cabrobó.

1888
Bem no estilo feudal era senhor de braço e cutelo de Exu, Gualter Martiniano de Alencar Araripe, que em 15 de Novembro deste ano foi agraciado pelo Imperador D. Pedro II com o título de Barão de Exu.

1909
Januário José dos Santos, vindo dos Quidutes e dos Anselmos. Conhecido tocador de fole de 8 baixos, subiu a encosta da Serra do Araripe com destino à chapada. Mas ficou na Fazenda Caiçara, quase no sopé da Serra, propriedade do Barão do Exú, bem onde começava o Rio Brígida que ia desembocar no São Francisco.
Ana Batista de Jesus, ou simplesmente Santana, era uma cabocla bonita, e deixava muito olhar na esteira do seu caminho, sedentos daqueles olhos bonitos, daquele gingado de marrã bravia. Daí o cuidado de Efigênia, sua mãe, conhecida por Figênia.
Espantava os mais afoitos, animava os de melhor qualidade. E Januário caíra nas suas graças. E na Igreja de Exú, em Setembro de 1909, o casamento foi feito, sem arranjo, sem arrumação e principalmente sem samba. Claro: o único tocador de forró da região era o noivo... E numa casucha construída com os amigos, Januário lá se foi morar com Santana, morena formosa e de olhos estranhamente verdes, que endoidavam os cabras. E Januário tinha pressa, não ia perder tempo depois dos sacramentos...
“Fez cum ela o sanfoneiro
Um casamento feliz
E dos nove qui nascêro
Um desses nove é Luiz..."

1912
No dia 13 de Dezembro, uma sexta-feira, nasce, na fazenda Caiçara, terras do barão de Exu, o segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus, que na pia batismal da matriz de Exu recebe o nome de Luiz (por ser o dia de Santa Luzia) Gonzaga (por sugestão do vigário) Nascimento (por ter nascido em dezembro, também mês de nascimento de Jesus Cristo).

1915
Nasce no dia 05 de Janeiro, Humberto Cavalcanti Teixeira

1920
Luiz Gonzaga, com apenas 8 (oito) anos de idade substitui um sanfoneiro em festa tradicional na fazenda Caiçara, no Araripe, Exu, a pedido de amigos do pai. Canta e toca a noite inteira e, pela primeira vez, recebe o que hoje se chamaria cachê; o dinheiro - 20$000 (vinte mil réis) - "amolece" o espírito da mãe, que não o queria sanfoneiro. A partir daí, os convites para animar festas - ou sambas, como se dizia na época - tornam-se freqüentes. Antes mesmo de completar 16 anos, "Luiz de Januário", "Lula" ou Luiz Gonzaga já é nome conhecido no Araripe e em toda a redondeza, como Canoa Brava, Viração, Bodocó e Rancharia.

1921
Em Carnaíba das Flores, município Pernambucano do sertão do Alto Pajeú, nasce em 27 de Fevereiro José de Souza Dantas Filho, que viria a ser um dos mais importantes parceiros na obra de Luiz Gonzaga.


1924
Houve uma grande cheia e o rio Brígida subiu de nível, inundando os arredores. A casa de Januário foi atingida, encheu de água, obrigando a família a se mudar. Foram morar no povoado do Araripe, na Fazenda Várzea Grande.
A pedido do coronel Manoel Ayres de Alencar, chefe político local, Luiz, já um caboclo taludo, vai com este a Ouricuri para tomar conta de cavalo. Chegando lá vê um fole Kock de oito baixos, marca Veado, pelo qual fica louco e passa a amolar o coronel por causa dele. No mês seguinte, repetindo a viagem, o político concorda em pagar a metade dos 120 mil réis do fole, desde que Luiz arque com o resto, o que fez sem muita dificuldade, pois a essa altura já estava ganhando tanto ou mais que o pai, para tocar.

1926
Início real de sua vida artística, quando tocou seu primeiro "samba" ganhando dinheiro. Começou também a estudar no grupo de escoteiros de um sargento da polícia do Rio de Janeiro chamado Aprígio. Seu amigo Gilberto Ayres, filho do Cel. Ayres, o convenceu a mudar-se para a cidade, deixando o Araripe. Hospedaram-se na casa de Dona Vitalina e o amigo Gilberto foi seu primeiro empresário.

1929
Conhece Nazarena, por quem se apaixona e com quem namora às escondidas. Rejeitado pelo pai da moça, de família importante, vai tirar satisfações da desfeita armado com uma faquinha, após uns goles de cana. Leva uma surra de Santana, e foge de casa para o Crato, no Ceará, onde vende sua sanfoninha de 8 baixos.

1930
Luiz Gonzaga aumenta sua idade para sentar praça no Exército, na cidade de Fortaleza. Com o advento da Revolução de 30 segue em missão militar pelo Brasil como soldado Nascimento. Mestre Januário consegue reaver a sanfona vendida no Crato por 80 mil réis, através de um amigo, o Sr. José Lindolfo.

1931
Após o término do tempo legal de serviço militar, o soldado Nascimento escolhe continuar servindo no Exército, instituição que representou o papel de uma grande e importante escola. Nas horas vagas acompanhava, pelos programas de rádio, os sucessos musicais da época.

1933
Por não conhecer a escala musical, é reprovado num concurso para músico numa unidade do exército, em Minas Gerais. Vira soldado-corneteiro e ganha o apelido de “bico de aço”.



1936
Gonzaga aprende a tocar sanfona de 120 baixos em Minas Gerais, com um soldado de polícia chamado Domingos Ambrósio. Para treinar, adquire uma sanfona de 48 baixos e aproveita as folgas da caserna para tocar em festas.

1938
Gonzaga é ludibriado por um caixeiro-viajante, a quem paga 500 mil réis em prestações mensais para adquirir uma sanfona branca, Honner, de 80 baixos. Foge do quartel, em Ouro Fino (MG), para ir buscar a sanfona em São Paulo. Lá chegando, descobre que não vendiam sanfona no endereço que o caixeiro lhe dera. Ao retornar ao hotel onde se hospedara, acaba comprando uma sanfona igualzinha à que tinha ido buscar, pelo valor das prestações que faltavam pagar, 700 mil réis, e que ele havia arrecadado com a venda da sanfona de 48 baixos.

1939
Luiz Gonzaga dá baixa das Forças Armadas, impulsionado por um decreto que proibia para os soldados um engajamento superior a dez anos no Exército. Desembarca no Rio com bilhetes comprados para Recife, de navio, de onde pretendia voltar de trem para o Exu. Enquanto aguardava a chegada do navio que o levaria ao Recife, resolve conhecer o Mangue, o bairro boêmio vizinho. E lá, com sua sanfona Honner branca, faz sucesso tocando valsas, tangos, choros, foxtrotes e outros ritmos da época. Através de um músico amigo, o baiano Xavier Pinheiro, casado com uma portuguesa, Gonzaga vai morar no morro de São Carlos, à época tranqüilo reduto português no Rio.
Explode a segunda Guerra Mundial. O Brasil é literalmente invadido pela música estrangeira, principalmente a Norte Americana.Conhece o violonista Sepetiba. É o ano em que se apresenta pela primeira vez em um palco, no cabaré O Tabu na rua Mem de Sá.

1940
Como outros artistas disputa à duras penas um lugar ao Sol. Toca todo tipo de música, de Blues a Fox Trotes; imita artistas famosos da época, como Manezinho Araújo, Augusto Calheiros e Antenógenes Silva. Começa a apresentar-se em programas de rádio, como calouro. Luiz Gonzaga modifica o seu repertório, pressionado por estudantes cearenses, e consegue tirar nota máxima no programa Calouros em desfile, de Ary Barroso, na Rádio Tupi, executando a música Vira e Mexe, um “xamego” (chorinho) lá do seu pé-de-serra. Pouco tempo depois vai trabalhar com Zé do Norte no programa A hora sertaneja, na Rádio Transmissora. Chega ao Rio seu irmão José Januário Gonzaga (Zé Gonzaga), fugindo da seca devastadora e trazendo um pedido de ajuda por parte de Santana. Zé Gonzaga passa a morar com o irmão.

1941
5 de março. Data da primeira participação de Luiz Gonzaga numa gravação da Victor, atuando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário França, na “cena cômica” A viagem de Genésio. Seu talento chama a atenção de Ernesto Augusto Matos, chefe do setor de vendas da Victor. E no dia 14 de março Luiz Gonzaga grava, assinando pela primeira vez como artista principal, e exclusivo da Victor, quatro músicas que são lançadas em dois 78 rotações.
É publicada a primeira reportagem sobre Luiz Gonzaga na revista carioca Vitrine, com o título Luiz Gonzaga, o virtuoso do acordeom. Ainda em 41, Gonzaga grava mais dois 78 rotações.
O sucesso havia chegado, e Gonzaga já era chamado como “o maior sanfoneiro do nordeste, e até do Brasil”.
O Estado Novo comemora seu quarto aniversário. Vai ao ar a primeira radionovela brasileira: Em Busca da Felicidade.
Nos anos seguintes grava cerca de 30 discos 78 rpm, muitos choros, valsas e mazurcas, todos em solo pois a Victor insiste em não lhe permitir cantar em seus discos, que até então eram só instrumentais. Inicia na Rádio Clube do Brasil para onde foi levado por Renato Mource, substituindo Antenógenes Silva no programa Alma do Sertão. A firma era na época a Victor.
Também neste ano conheceu César de Alencar na Rádio Clube do Brasil, quando o mesmo era o locutor do programa Alma do sertão sob o comando de Renato Mource. Foi quando apareceu Dino, violonista de sete cordas que tinha a mania de apelidar todo mundo. Ao ver a cara redonda de Luiz Gonzaga Dino imediatamente o chamou de Lua.

1942
Nasce em Garanhuns José Domingos de Morais que viria a ser o sanfoneiro Dominguinhos, de quem Luiz Gonzaga se tornou um segundo pai e que o tratava como "pai impostor". Luiz Gonzaga começa a fazer sucesso e as emissoras de rádio a se interessar, de fato, pelo novo cartaz. Enquanto isso, o Brasil declara guerra à Alemanha e seus aliados.

1943
Trazido pelas mãos do radialista Almirante - que também foi responsável pela descoberta de Gonzaga - o sanfoneiro catarinense Pedro Raimundo estréia na Rádio Nacional com suas roupas de gaúcho. Inspirado nele, Gonzagão passa a se apresentar vestido de nordestino. Nessa época, irritado com a interpretação dada por Manezinho Araújo para a sua "Dezessete e Setecentos", parceria com Miguel Lima, o sanfoneiro passa a cantá-la. Chovem cartas pedindo que ele continue cantando.

1944
É despedido da Rádio Tamoio e, imediatamente, contratado por Cr$ 1.600,00 pela Rádio Nacional, onde o então radialista Paulo Gracindo divulga seu apelido "Lua", por causa do seu rosto redondo e rosado. Ataulfo Alves e Mário Lago são os destaques do ano na área musical, com Atire a Primeira Pedra.

1945
Consegue então o que desejava. Grava seu primeiro disco tocando e cantando, a mazurca Dança Mariquinha, parceria com Miguel Lima, primeira gravação com o dito e chama a atenção pelo timbre de voz e desenvoltura no cantar. Nesse mesmo ano, e ainda em parceria com Lima grava outros dois discos interpretando Penerô Xerém e Cortando Pano.
Querendo dar um rumo mais nordestino para suas composições, Gonzagão procura o maestro e compositor Lauro Maia, para que este coloque letras em suas melodias. Maia porém apresenta-lhe o cunhado, o advogado cearense Humberto Cavalcanti Teixeira, com quem Luiz Gonzaga viria a compor vários clássicos.
No dia 22 de setembro, nasce de uma relação com a cantora Odaléia Guedes dos Santos o Seu filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior

1946
No mês de outubro o conjunto Quatro Ases e um Coringa, da Odeon, acompanhado pela sanfona de Luiz Gonzaga, grava a segunda parceria de Gonzaga e Humberto Teixeira, a música Baião, sucesso em todo país.
Depois de receber a visita de Santana, Gonzaga volta à sua terra, Exu, após 16 anos ausente. No retorno para o Rio, passa pela primeira vez no Recife, participando de vários programas de rádio e muitas festas. Nesse momento conhece Sivuca, Nelson Ferreira, Capiba e Zé Dantas, estudante de medicina, músico por vocação, apaixonado pela cultura nordestina.

1947
Luiz Gonzaga grava em março o 78 rpm que se tornaria um clássico da música brasileira: a toada Asa Branca, sua terceira parceria com Humberto Teixeira, inspirado no repertório de tradição oral nordestina.
A partir desse ano, Luiz Gonzaga adota o chapéu de couro semelhante ao usado por Lampião, a quem tinha verdadeira admiração, à sua apresentação artística, - embora a Rádio Nacional ainda não o permitisse apresentar-se ‘como cangaceiro’ nos seus programas - assumindo, ao mesmo tempo em que também plasmava, a identidade nordestina no cenário nacional.
Num domingo de julho, Gonzaga conhece na Rádio Nacional, a contadora Helena das Neves Cavalcanti, e a contrata para ser sua secretária. Rapidamente o namoro acontece, e Gonzaga pensa em casar.
Neste ano aconteceu o primeiro encontro de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, no Recife.

1948
No dia 16 de junho Luiz Gonzaga e Helena casam-se no Rio de Janeiro, e passam a morar, juntamente com a mãe de Helena, dona Marieta, no bairro de Cachambi.

1949
Aproveitando uma folga entre as gravações, Luiz Gonzaga leva a esposa e sogra para conhecerem o Araripe, e sua terra Exu. Porém, interrompem a viagem quando estavam no Crato, por causa das desavenças e mortes entre os Sampaio e os Alencar. A grande violência que marcava a disputa entre os clãs rivais ameaçava sua família, ligada aos Alencar. Preocupado, Gonzaga aluga uma casa no Crato, para onde leva seus pais e irmãos, enquanto preparava a mudança de sua família para o Rio de Janeiro, o que ocorreu ainda em 49.

1950
Em janeiro, o médico formando Zé Dantas chega ao Rio, a fim de prestar residência no Hospital dos Servidores, para alegria de Gonzaga, que vai esperá-lo na plataforma da estação de trem. Nesse ano, Luiz Gonzaga lançou, gravando ou cedendo para outros intérpretes, mais de vinte músicas inéditas, a maioria parcerias com Humberto Teixeira e Zé Dantas que se tornariam clássicos da MPB. Em junho lança a música A dança da moda, parceria com Zé Dantas que retratava a febre nacional pelo baião.

1951
Luiz Gonzaga já era o consagrado ‘Rei do Baião’, e o advogado Humberto Teixeira o ‘Doutor do Baião’!
Em maio Luiz Gonzaga sofre um grave acidente de carro, junto com seus músicos: João André Gomes, apelidado Catamilho, do zabumba, e Zequinha, do triângulo, o que motivou a composição Baião da Penha e uma reportagem especial na revista O Cruzeiro.
Humberto Teixeira candidata-se a Deputado Federal, e recebe o apoio do parceiro.
Durante todo o ano de 51 Gonzaga foi convidado permanente da série No Mundo do Baião, produzido por Zé Dantas, parte das atrações do Departamento de Música Brasileira da Rádio Nacional, cuja direção era de Humberto Teixeira. Gonzaga havia aproximado os dois parceiros, mas essa convivência era difícil e durou pouco tempo.
Foi No Mundo do Baião que Luiz Gonzaga coroou, com chapéu de couro, Carmélia Alves como Rainha do Baião. Ela interpretava o baião com acompanhamento de orquestra, e levava a música do Rei para as boates e ambientes da elite.
Um jornal carioca publica que "Luiz Gonzaga velho e superado, acaba de assinar contrato com uma firma para viajar pelo Brasil". Puro preconceito, pois Gonzaga reinou soberano de 45 a 55, 56. As 17 prensas da RCA Victor trabalhavam exclusivamente para ele.
Em março deste ano encerrou seu contrato com a Rádio Nacional e firmou um novo com a Rádio Mayrink Veiga, mesmo oficialmente vinculado à Rádio Cultura de São Paulo.

1952
Outubro de 1952, data do 71º disco da carreira de Gonzaga, o último 78 rpm com Humberto Teixeira, músicas já lançadas em anos anteriores.
Hervê Cordovil é apresentado à Gonzaga por Carmélia Alves, e tornam-se parceiros.
Luiz Gonzaga e Helena adotam uma menina: Rosa Maria.

1953
Catamilho é afastado por Gonzaga do seu conjunto, e Zequinha o acompanha. Gonzaga contrata Jurai Nunes, o Cacau, para tocar zabumba, e Oswaldo Nunes Pereira, o Xaxado para o triângulo. Mais tarde, por causa de sua baixa estatura, Xaxado seria apelidado de Salário Mínimo.

1954
Luiz Gonzaga reencontra Neném, mais tarde Dominguinhos, aos 14 anos, no Rio de Janeiro.
Gonzagão convida Jackson do Pandeiro e sua mulher Almira, para morarem no Rio de Janeiro. Fariam grande sucesso com seus cocos e são considerados o lado urbano da música nordestina, enquanto Gonzaga seria o agreste.
Já no Sertão Pernambucano, em Serrita, nas Caatingas do sítio Lages, era encontrado morto, no dia 08 do mês de Julho, o vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, fato que depois viria a originar a Missa do Vaqueiro.

1955
Luiz Gonzaga grava seus primeiros discos compactos de 45 rpm.
Também neste mesmo ano gravou o seu primeiro LP de 10 polegadas, 33 rpm, pela RCA Victor. Uma Compilação dos disco de 78 RPM.
Luiz Gonzaga apresenta o trio formado por Marines, Abdias e Chiquinho, que ficou conhecido como Patrulha de Choque Luiz Gonzaga.

1956
A Lei 1544/56, de autoria do então Deputado Federal Humberto Cavalcanti Teixeira, que limita a execução de músicas estrangeiras no Brasil é aprovada.
Começo das tentativas de aproximação do vaqueiro Zé Marcolino - José Marcolino com o Rei do Baião, através de correspondências que, segundo o próprio nunca chegaram às suas mãos. O encontro pessoal se daria mais tarde no ano de 1960.
Marinês é coroada Rainha do Xaxado na Rádio Mayrink Veiga.
A cantora japonesa Keiko Ikuta grava as músicas Baião de Dois e Paraíba.

1957
Grava o primeiro disco com composição de Onildo Almeida. Em um lado A Feira de Caruaru e no outro Capital do Agreste de Onildo Almeida e Nelson Barbalho.

1958
Começa o apogeu da Bossa Nova com João Gilberto, Tom Jobin, Vinícius e outros. O movimento cresce com adesão de Carlos Lira, Roberto Menescal, Baden e outros mais. Luiz Gonzaga por sua vez gravou seu primeiro LP de 12 polegadas, 33 rpm. Pela RCA Victor. XAMEGO

1960
11 de junho: morre Santana, vitimada pela doença de Chagas, no Rio de Janeiro.
05 de novembro: Januário, aos 71 anos, casa-se com Maria Raimunda de Jesus, 32 anos, no Exu.
Gonzaga participa, gratuitamente, da campanha de Jânio Quadros à Presidência da República.

1961
Luiz Gonzaga entra para a Maçonaria. Neste ano compõe com Lourival Silva e grava Alvorada de Paz, em homenagem ao então Presidente da República Jânio Quadros, que renunciaria sete mêses após assumir a Presidência.
Conheceu pessoalmente José Marcolino - o Zé Marcolino, de quem gravaria depois várias obras.
Gonzaguinha vai morar com o pai em Cocotá, Rio de Janeiro.
Luiz Gonzaga torna-se maçom, e sofre outro acidente de carro, ferindo gravemente o seu olho direito.

1962
11 de março: morre Zé Dantas, aos 41 anos.
Luiz Gonzaga conhece João Silva.

1963
De sua parceria com Nelson Barbalho grava A Morte do Vaqueiro no mesmo ano conhece o poeta popular cearense Patativa do Assaré . O clima político é tenso, e os brasileiros decidem em plebiscito a volta do sistema presidencialista.
Luiz Gonzaga teve sua sanfona Universal, preta, roubada. Antenógenes Silva, seu amigo e afinador, lhe empresta uma sanfona branca. A partir de então, adota a cor branca para suas sanfonas, e a inscrição “É do povo” em todos os seus instrumentos.

1964
Grava a composição A Triste Partida de Patativa do Assaré. O sucesso é total principalmente junto ao nordestino que vive no Sul. Grava também, no LP O Sanfoneiro do Povo de Deus a primeira composição de Gonzaguinha, "Lembrança de Primavera".

1965
Asa Branca é gravada por Geraldo Vandré em seu Lp "Hora de Lutar". Gilberto jovem, um compositor jovem da Bahia começa a citar Luiz Gonzaga em suas entrevistas, como uma de suas maiores influências. Mais adiante Luiz Gonzaga gravaria duas composições de Vandré (Para Não Dizer Que Não Falei das Flores e Fica Mal Com Deus), como retribuição.

1966
Sinval Sá lança o livro O Sanfoneiro do Riacho da Brígida - Vida e Andanças de Luiz Gonzaga - O Rei do Baião. O sanfoneiro é impedido de cantar no festival FIC 66, a música São os do Norte Que Vêm, de Capiba e Ariano Suassuna.

1968
Um pouco fora de destaque no cenário musical, Luiz Gonzaga viu seu nome novamente em ascensão depois que, nesta ano, Carlos Imperial espalhou no Rio de Janeiro que o conjunto Inglês The Beatles acabara de gravar a música Asa Branca. Não era verdade, mas foi o que bastou para que Gonzaga voltasse às manchetes. E por um longo tempo Gonzaga sempre falou em entrevistas, do interesse "dos cabeludos de Liverpool por essa música". Luiz Gonzaga é destaque na 1ª edição da Revista Veja, em 11 de setembro, com a matéria Gonzaga: a volta do Baião.
Luiz Gonzaga conhece Edelzuíta Rabelo numa festa junina em Caruaru.

1970
Para os anos 70 estava reservada a explosão dos ritmos estrangeiros, particularmente o Rock'n'roll, oriundo dos anos 50, onde encontrava defensores como Cely e Tony Campelo, Carlos Gonzaga, etc. Era a presença em nossa música os Beatles, ingleses. Dos Estados Unidos chegava a música de Elvis Presley. No Brasil era a vez de Roberto Carlos que já vinha com o seu programa Jovem Guarda. Carlos Imperial, Erasmo Carlos etc., davam força ao movimento.

1971
Lança o LP "O Canto Jovem de Luiz Gonzaga". O produtor Rildo Hora alega que "este disco não é para sucesso e sim uma homenagem para a juventude.” Em Londres Caetano Veloso grava Asa Branca, assim como Sérgio Mendes e seu Brasil 77. É o ano do primeiro contato do então desconhecido Fagner com Luiz Gonzaga, no Rio. O sanfoneiro apresenta-se em Guarapari fazendo sucesso entre os hippies de então.
Foi também do ano de 1971 que, por iniciativa do Padre João Câncio, com o apoio do cantor Luiz Gonzaga - primo de Raimundo Jacó - e pelo poeta Pedro Bandeira, famoso repentista do Cariri, realizou-se a primeira Missa do vaqueiro, no sítio Lages, na cidade de Serrita, em pleno sertão Pernambucano, como homenagem a Raimundo Jacó, que teria sido morto morto por um companheiro, e principalmente em forma de tributo ao vaqueiro nordestino. Mas a principal preocupação do Pe. Joâo Câncio era trazer de volta para a igreja os vaqueiros. Com a celebração o Padre Vaqueiro conseguiu ver seu desejo realizado.

1972
Pelas mãos de Capinam apresenta o espetáculo "Luiz Gonzaga Volta Para Curtir" no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro. Sob a direção de Jorge Salomão e Capinam, o delírio é total, e é a primeira vez que Gonzagão enfrenta uma platéia somente de jovens.

1973
Deixa a RCA Victor e passa para a Odeon, por um breve espaço de tempo, embalado pelo sucesso reconquistado. Tenta lançar sua candidatura a deputado Federal pelo então MDB mas desiste logo da idéia, quando sentiu que os votos que obteria seria em troca de favores. Inezita Barroso grava Asa Branca como também o cantor grego Demis Roussos, sob nome de White Wings, com letra em inglês.
O então Governador de Pernambuco Eraldo Gueiros Leite, seriamente preocupado com o clima de discórdia e violência reinante em Exu, pediu para que Luiz Gonzaga tentasse apaziguar os conflitos entre famílias tradicionais daquela cidade. Neste mesmo ano por iniciativa da Prefeitura do Município de Serrita, foi erigida a estátua de Raimundo Jacó, esculpida por Jota Mendes, artista de Petrolina.
Também neste ano grava seu primeiro LP pela Emi Odeon.

1974
É construído o Parque Nacional do Vaqueiro, e criada em 24 de Outubro desse mesmo ano a Associação dos Vaqueiros do Alto Sertão Pernambucano.

1975
Luiz Gonzaga reencontra Edelzuíta, o grande amor da fase final de sua vida.

1976
O Projeto Minerva dedica um especial à obra de Luiz Gonzaga. Neste mesmo ano grava seu primeiro compacto simples de 33 rpm pelo selo Jangada, com a música Samarica Parteira de Zé Dantas. A música ocupou as duas faces do disco.

1977
Estréia no "Seis e Meia", no Teatro João Caetano ao lado de Carmélia Alves. O sucesso é total, inclusive com grande afluência de jovens ao Teatro.

1978
É lançado no mercado um disco como forma de menção especial a Luiz Gonzaga, - a Grande Música do Brasil, a Grande Música de Luiz Gonzaga, pela Copacabana, produzido por Marcus Pereira com arranjos e direção de orquestra a cargo do maestro Guerra Peixe. É uma versão sinfônica de clássicos da obra de Luiz Gonzaga. Foi também o ano da morte de Januário, no dia 11 de Junho.

1979
Morre o compositor, advogado e instrumentista Humberto Teixeira. E Luiz Gonzaga grava o Disco Eu e Meu Pai em homenagem a Januário.

1980
Em Fortaleza, depois de ser literalmente atropelado pêlos seus fãs e por fiéis da igreja, Luiz Gonzaga canta para o Papa João Paulo II. Recebe do sumo pontífice a expressão - Obrigado Cantador. Foi um dos mais emocionantes e gratificantes momentos da vida do sanfoneiro, que novamente pensou em candidatar-se a política, mas desistiu aconselhado por amigos.


1981
A RCA Victor presta-lhe significativa homenagem pelo marco de seus 40 anos de carreira, com o lançamento do disco A Festa:
Apresenta-se no festival de verão do Guarujá, na praia de Pitangueiras, ao lado do veterano Osmar Macedo, co-fundador do Trio Elétrico Dodô e Osmar. Neste mesmo ano visita o então Presidente da República Aureliano Chaves, pedindo-lhe que intervenha em Exu, devido às rixas entre as famílias Saraiva, Alencar e Sampaio, fato que acontece poucos dias depois terminando com uma rivalidade que já durava alguma décadas.
E através do decreto do poder executivo estadual 7.549, de 09 de novembro de 1981, foi nomeado interventor de Exu o major PM Jorge Luiz de Moura, decreto este publicado no Diário Oficial número 209, do dia 10 de novembro.
Grava Junto com Gonzaguinha o Disco Descanso em Casa , Moro no Mundo. Os dois fizeram juntos incríveis apresentações por todo Brasil.

1982
Atendendo convite da cantora Nazaré Pereira, viaja para a França apresentando-se em Paris no teatro Bobinot. A cantora fazia sucesso com a música Cheiro da Carolina e decidiu levar o Rei para a França o conhecer. Na platéia, entre outros, estavam Maria Bethânia, Celso Furtado e o ex-ministro Nascimento e Silva.
A partir desse ano, Luiz Gonzaga passa a assinar como Gonzagão quase todos os seus disco, forma como havia sido chamado por ocasião de sua turnê com Gonzaguinha.

1983
Lança o disco 70 anos de sanfona e simpatia.

1984
Gonzaga recebe o primeiro disco de Ouro com o LP Danado de Bom, no qual tinha João Silva por principal parceiro, e que receberia um segundo Disco de Ouro em seguida. João Silva seria seu grande parceiro, a partir de então. Gonzaga recebe o Prêmio Shell.
Luiz Gonzaga canta no disco de Gal Costa - Profana em uma faixa em homenagem a Jackson do Pandeiro. Grava seu primeiro LP com o Cearense Raimundo Fagner.

1985
É agraciado com o troféu Nipper de Ouro. Além dele, somente o cantor Nelson Gonçalves recebe tal troféu.

1986
Luiz Gonzaga participa do festival de música brasileira na França, Couleurs Brésil, evento que inaugura o programa dos anos Brasil-França 86-88. O Rei do Baião apresentou-se na Grande Halle de La Villette no show de encerramento, junto com outros artistas brasileiros, para um público aproximado de 15 mil pessoas.
O LP Forró de Cabo a Rabo, deu a Luiz Gonzaga dois discos de ouro.

1987
Luiz Gonzaga, o Gonzagão, recebe pela RCA o primeiro disco de platina de sua carreira, com o LP Forró de Cabo a Rabo, lançado em 1986.

1988
A RCA Victor lança uma caixa luxuosa com cinco LPs, batizada de 50 Anos de Chão, produzida por José Miltom, cobrindo a carreira de Gonzaga desde as primeiras gravações instrumentais. Fagner produz o segundo LP de encontro com o Rei.
Luiz Gonzaga assina contrato com a gravadora Copacabana, que lançaria os últimos quatro LPs de sua carreira.
Em junho pede o desquite, separa-se de Helena, e assume o relacionamento com Edelzuíta Rabelo.

1989
Grava seu primeiro LP pela Copacabana, seguidos de mais três LPs, que seriam os últimos de sua carreira. No dia 06 de Junho, Luiz Gonzaga sobe pela última vez num palco, com o auxílio de uma cadeira de rodas. A platéia presente no teatro Guararapes no Centro de Convenções no Recife não podia prever que não mais veria o Velho Lua. Ao lado de Dominguinhos, Gonzaguinha, Alceu Valença e vários outros amigos e parceiros, e desobedecendo à ordens médicas. Luiz Gonzaga morreu no dia 02 de Agosto de 1989, às 05.15hs, no Hospital Santa Joana, no Recife, onde dera entrada há 42 dias. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa do Estado e o Governo de Pernambuco decretou luto oficial por três dias.
No dia 13 de dezembro, Gonzaguinha, Fagner, Elba Ramalho, Domiguinhos, Joãozinho do Exu e Joquinha Gonzaga cantam à meia noite parabéns para Luiz Gonzaga, em Show realizado em Exu. Nesse mesmo dia, pela manhã, foi inaugurado em Exu por Domiguinhos e Gonzaguinha o Museu do Gonzagão


Tradução do português para inglês

1709
Coming from Portugal, Leonel Alencar arrives in the region of Exu. Fraternizing with the tribe of Indians who lived there, the accused, whose corruption of the name would AXU Exu and soon after, Leonel Alencar, accompanied by three brothers, founded the Greater Lowland farm. Once the farms were born, Rascal, of Bodocó, Willow and Gameleira. In the latter, situated at the foot of the mountain of Araripe later founded the town of Exu. Old Today called Eshu.

1779
The term of Exu, situated along the Serra do Araripe, was confirmed as Town on 14 October this year.

1846
The Town of Exu was elevated to the Village on May 30 this year, by Law 150.

1858
The Village of Exu was confirmed as Village on June 02 this year, by Law 442.

1860
Arrives in the mountains of Araripe, Januária Owner, coming from Old Mission in Ceará. Accompanied by his daughter Iphigenia, Rascal has been used on the farm. José de Alencar Moreira Franco married Iphigenia. Union were born four daughters, one of Ana Batista, known for Santana. When he was 15 years, saw the arrival of the Fazenda Santana Rascal, Januarius and his older brother, Peter Anselmo, originated is not known whether or Pajeu Flores Flores, Pernambuco. Gennaro was soon lying eyes on Santana.

1863
The headquarters town of Exu was then transferred to Granite, by virtue of Law 548 of 09 April this year. Exu had this last year a municipal judge, a Notary, three districts of Peace, a deputy policeman, a post office, voters 27 and is subject to the District of Cabrobo.

1888
Well-style feudal lord of the knife arm and Exu, Gualter Araripe Martiniano de Alencar, who on 15 November this year was graced by Emperor Pedro II with the title of Baron Exu.

1909
Gennaro José dos Santos, and coming from Quidutes Anselmos. Known player bellows 8 low, climbed the slopes of the Serra do Araripe bound to plateau. But the Treasury was Rascal, near the foothills of the Sierra, owned by Baron Exu, right where the river began flowing into Bridget was going to San Francisco.
Ana Batista de Jesus, or simply Santana, was a beautiful Indian woman, and left a lot to look in the wake of his way, hungry those beautiful eyes, that wild swing of gilt. Hence the care of Iphigenia, her mother, known by Figen.
Frightened the more daring, encouraged the best quality. And Januario had fallen on their thanks. And in the Church of Exu, in September 1909, the marriage was made without arrangement, without storage and mostly without Samba. Clear: the only player in the region forró was the groom ... And a built casucha with friends, Gennaro went off to live with Santana, and beautiful dark green eyes strangely, that the goats going crazy. Gennaro was in a hurry and do not waste time going after the sacraments ...
"Did she cum accordionist
A happy marriage
Of the nine Thurs nascêro
Luis is one of those nine ... "

1912
On December 13, a Friday, is born on the farm Rascal, the land baron of Exu, the second of nine children of the marriage of Jose Santos and Gennaro Ana Baptist, Jesus, font matrix Eshu receives Luiz name (being the day of Santa Luzia) Gonzaga (at the suggestion of the Vicar) birth (being born in December, also the month of birth of Jesus Christ).

1915
Born on January 5, Humberto Teixeira Cavalcanti

1920
Luiz Gonzaga, with only 8 (eight) years old accordion player replaces a traditional feast on the farm Rascal, the Araripe, Eshu, at the request of friends of his father. Sings and plays all night and for the first time, get what is now called a cache, the money - $ 20 000 (twenty thousand reis) - "softens" the spirit of the mother, who did not want accordionist. From there, the invitations to animate parties - or samba, as it was then - become frequent. Even before the age of 16, "Luiz de Gennaro," "Lula" or Luiz Gonzaga is already well known name in Araripe and all around, as Canoa Brava Viração, Bodocó and Ranchi.

1921
In Carnforth Flores, municipality of Pernambuco backwoods of Upper Pajeú, born on February 27 José de Souza Dantas Filho, who was to become one of the most important partners in the work of Luiz Gonzaga.


1924
There was a great flood and the river level rose Bridget, flooding the surrounding area. Gennaro's house was hit, filled with water, forcing the family to move. They settled in the village of Araripe in Lowland Farm Great.
At the request of Colonel Manoel Ayres de Alencar, the local political boss, Luiz, as an Indian bank, to go with this Ouricuri to take care of horse. Once there see a bellows Kock eight low marks deer at which gets mad and starts to tease the colonel for his sake. The following month, repeating the journey, the politician agrees to pay half of the bellows 120 000 reis, since Louis arch with the rest, which he did without much difficulty, because at this point was already earning as much or more than the father to play.

1926
Actual start of his artistic life, when he played his first "samba" making money. He also began to study the group of Scouts from a police sergeant called the Rio de Janeiro Aprígio. Your friend Gilberto Ayres, son of Col. Ayres, persuaded him to move to the city, leaving the Araripe. They stayed at Dona Vitalina and friend Gilberto was its first manager.

1929
Know Nazarene, by whom and with whom he falls in love dating secretly. Rejected by the girl's father, a prominent family, will get the satisfaction undone armed with a knife after a few sips of sugar cane. Santana takes a beating, and runs away from home for Crato, Ceará, where he sells his sanfoninha low of 8.

1930
Luiz Gonzaga increases their age to sit square in the Army in the city of Fortaleza. With the advent of the Revolution of 30 follows the military mission in Brazil as a soldier Birth. Master Gennaro is reunited with his accordion in Crato sold for 80 thousand reis, through a friend, Mr. Joseph Lindolfo.

1931
After the legal time of military service, the soldier Birth chooses to continue serving in the army, an institution that played the part of a large and important school. In his spare time accompanied by radio, the musical hits of the season.

1933
Not knowing the musical scale, is a failed musician in a tender for army unit in Minas Gerais. Turn soldier bugler and earns the nickname of "steel-toed."



1936
Gonzaga learns to play the accordion low of 120 in Minas Gerais, with a soldier named Dominic Ambrose police. To train, get an accordion for 48 low and enjoy the time off from the barracks to play at parties.

1938
Gonzaga is duped by a traveling salesman, who paid 500 thousand reis in monthly installments to buy a white accordion, Honner, 80 low. Break out of the barracks, in Ouro Fino (MG), to pick up the accordion in Sao Paulo. There he discovers that did not sell accordion at the clerk had given him. Upon returning to the hotel where they stayed, just exactly like buying an accordion that had sought for the value of the missing benefits payable 700 000 reis, and that he had raised from the sale of the accordion for 48 low.

1939
Luiz Gonzaga gives low Armed Forces, spurred by a decree that forbade the soldiers to an engagement than ten years in the Army. Arrives in Rio to Recife with tickets purchased by ship, where he intended to return by train to Exu. While awaiting the arrival of the ship that would lead to Recife, solves know Mangue, the bohemian neighbor. And there, with his accordion Honner white thrives playing waltzes, tangos, cries, foxtrot and other rhythms of the time. Through a musician friend, Bahia Xavier Pinheiro, married to a Portuguese, Gonzaga will live in the hills of San Carlos, the Portuguese stronghold quiet time in Rio
Explode the second World War. Brazil is literally invaded by foreign music, especially the North Americana.Conhece guitarist Sepetiba. It is the year that appears first on stage at The Cabaret Taboo in Rua Mem de Sa.

1940
Like other artists struggle to barely touches a place in the sun all sorts of music, Blues Fox trot; imitating famous artists of the time as Manny Araujo, Augusto Calheiros and Antenógenes Silva. Begins to appear on radio, as a freshman. Luiz Gonzaga change its repertoire, pressed by students of Ceará, and gets top marks in the program take Freshmen on parade, Ary Barroso, on Radio Tupi, performing the song Turn, Move, a "Xamego" (choro) beyond their foot- the saw. Shortly after going to work with Joe in the A North hinterland hours on Radio Broadcasting. He came to Rio Gonzaga Januario his brother Joseph (Joe Gonzaga), fleeing the devastating drought, bringing a cry for help by Santana. Zé Gonzaga goes to live with his brother.

1941
March 5. Date of first participation of Luiz Gonzaga in a Victor recording, acting as the accordion and double Genésio Arruda Januario France, "comic scene" The journey of Genesio. Her talent attracted the attention of Ernesto Augusto Matos, head of sales of Victor. And on March 14 Luiz Gonzaga writes, signing the first time as lead artist, and Victor's exclusive, four songs that are released in two 78s.
It is the first published report on Gonzaga in Rio magazine showcase, entitled Luiz Gonzaga, the virtuoso of the accordion. Even at 41, Gonzaga 78 record over two rotations.
Success had arrived, and Gonzaga was already known as "the greatest accordionist of the northeast, and even Brazil."
The New State celebrates its fourth birthday. Will air the first Brazilian soap opera: The Pursuit of Happyness.
In the following years about 30 records 78 rpm records, many crying, waltzes and mazurkas, all on the ground as Victor insists not allow you to sing on his albums, which until then were only instrumental. Start the Radio Club of Brazil where he was taken by Renato Mource, replacing Antenógenes Silva in the program of the Soul Wilderness. The firm was then the Victor.
Also that year he met César de Alencar Radio Club of Brazil, when it was the announcer of the program Soul of the interior under the command of Renato Mource. That was when Dino, seven-string guitarist who had a mania for everyone dub. When you see the round face of Luiz Gonzaga Dino immediately called Moon

1942
Born in Garanhuns Domingos José de Morais who would become the accordionist Dominguinhos, Luiz Gonzaga who became a second father and treated him as "father impostor." Luiz Gonzaga begins to succeed and radio stations to be interested, in fact, the new poster. Meanwhile, Brazil declared war on Germany and its allies.

1943
Brought by the hands of radio Admiral - who was also responsible for the discovery of Gonzaga - the accordionist Pedro Santa Catarina Raimundo debut on Radio National with their gaucho clothing. Inspired by it, is to perform Gonzagão dress Northeast. At that time, angry with the interpretation given by Manny Araujo for his "Seven hundred and seventeen," partnership with Miguel Lima, the accordionist begins to sing it. Showered with letters asking him to keep singing.

1944
It is fired from Radio Tamoio and immediately hired by Cr $ 1,600.00 National Radio, where then-radio host Paul Gracindo disclose his nickname "Moon" because of his round face and pink. Ataulfo ​​Alves and Mário Lago are the highlights of the year in music with Shoot the First Stone.

1945
Can you then what he wanted. Recorded his first album playing and singing, dance the mazurka Mariquinha, partnership with Miguel Lima, the first recording with the said and calls attention to the timbre of the singing voice and resourcefulness. That same year, and also in partnership with other Lima recording two albums and playing Penerô Xerém Cutting Cloth.
Wanting to take a turn for the Northeast for his compositions, looking Gonzagão conductor and composer Lauro Maia, that this place lyrics in their songs. But Maia presents his brother, the lawyer Ceará Humberto Teixeira Cavalcanti, Luiz Gonzaga who would compose several classics.
On Sept. 22, springs from a relationship with singer Odalis Guedes dos Santos His son Luiz Gonzaga do Nascimento Junior

1946
In October, the whole Four Aces and a Joker, the Odeon, accompanied by accordion Luiz Gonzaga, recording the second between Gonzaga and Humberto Teixeira, music Baião, success in any country.
After receiving a visit from Santana, Gonzaga back to their land, Eshu, after 16 years away. On returning to Rio, is the first time in Recife, participating in various radio programs and many festivals. At this point knows Sivuca, Nelson Ferreira, Capiba and Zé Dantas, a medical student, a musician at heart, passionate Northeastern culture.

1947
Luiz Gonzaga writes in the March 78 rpm would become a classic of Brazilian music: the melody Asa Branca, his third collaboration with Humberto Teixeira, inspired by the repertoire of oral tradition in the Northeast.
From this year, Gonzaga takes the leather hat similar to that used by Lantern, who had a true admiration, his artistic presentation - although the National Radio has not allowed it to present themselves 'as outlaw' in their programs - assuming at the same time also shaped the identity of the Northeast in the national scene.
One Sunday in July, Gonzaga knows on Radio National, an accountant from Helena Neves Cavalcanti, and hires to be his secretary. Dating happens quickly, and Gonzaga thinking about marriage.
This year they first met Luiz Gonzaga and Zé Dantas, in Recife.

1948
On June 16 Luiz Gonzaga and Helen married in Rio de Janeiro, and go live, along with Helena's mother, Dona Marieta in the neighborhood of Cachambi.

1949
Taking a break between recordings, Gonzaga takes the wife and mother to know the Araripe, and its soil Exu. However, interrupt the trip when they were in Crato, and because of disagreements between the deaths and Sampaio Alencar. The violence that marked the great struggle between rival clans threatened his family, linked to Alencar. Worried, Gonzaga rents a house in Crato, which leads to his parents and siblings, while preparing to shift his family to Rio de Janeiro, which was still 49.

1950
In January, the doctor comes to forming Zé Dantas River in order to provide residence at the Hospital of the servers, to the delight of Gonzaga, who will meet you at the train station platform. This year, Gonzaga launched, writing or giving to other interpreters, over twenty new songs, most partnerships with Humberto Teixeira & Zé Dantas that would become classics of Brazilian popular music. In June launches music dance fashion, Zé Dantas partnership with the fever that portrayed by the national ballad.

1951
Luiz Gonzaga was already consecrated 'King of the bay', and the attorney Humberto Teixeira 'Doctor bay'!
Luiz Gonzaga in May suffers from a serious car accident, along with his musicians: John Andrew Gomes, nicknamed Catamilho, the bass drum, and Zequinha, the triangle, which led to the composition of the Rock and Baião a special report in the magazine O Cruzeiro.
Humberto Teixeira ran for the Congressman, and receives support from the partner.
Throughout the 51 years of Gonzaga was permanent guest of the series The World of Baião, produced by Zé Dantas, part of the attractions of the Music Department of the Brazilian National Radio, whose direction was Humberto Teixeira. Gonzaga had approached the two partners, but this coexistence was difficult and lasted a short time.
It was in the World of Luiz Gonzaga bay crowned with leather hat, Carmelia Alves as Queen of Baião. She interpreted the ballad with orchestral accompaniment, and the King took the music to the clubs and elite environments.
A Rio newspaper that publishes "Luiz Gonzaga old and outdated, has signed a contract with firm to travel around Brazil." Pure prejudice, since Gonzaga sovereign reigned from 45 to 55, 56. The RCA Victor 17 presses worked exclusively for him.
In March of this year ended its contract with the National Radio and signed with a new Radio Mayrink Veiga, even officially linked to Rádio Cultura de São Paulo.

1952
October 1952, when the disk 71 Gonzaga's career, the last 78 with Humberto Teixeira, songs already released in previous years.
Hervé Cordovil is presented by the Gonzaga Carmelia Alves, and become partners.
Luiz Gonzaga and Helena have adopted a little girl, Rosa Maria.

1953
Catamilho Gonzaga is away for the whole and Zequinha accompanies it. Gonzaga hires Swear Nunes, Cocoa, to play bass drum, and Oswaldo Nunes Pereira, Xaxado for the triangle. Later, because of his stature, was nicknamed Xaxado Minimum Wage.

1954
Luiz Gonzaga reunites Baby, later Dominguinhos, at age 14 in Rio de Janeiro.
Gonzagão invites Jackson do Pandeiro and his wife Almira, to dwell in Rio de Janeiro. They would make great success with their coconuts and are considered the urban side of Northeastern music, while Gonzaga was the wild.
In the backwoods of Pernambuco, in Serrita in Caatinga site Lages, was found dead on the 08th of July, the cowboy Raimundo Jacó, a cousin of Luiz Gonzaga, a fact which later gave rise to the Mass of the Cowboy.

1955
Luiz Gonzaga its first compact disc recording of 45 rpm.
Also that year he recorded his first LP 10-inch, 33 rpm, for RCA Victor. A compilation of 78 rpm disc.
Luiz Gonzaga presents the trio of Marines, and Chiquinho Obadiah, who was known as Patrol Shock Luiz Gonzaga.

1956
Law 1544/56, authored by then Congressman Cavalcanti Humberto Teixeira, which limits the performance of foreign music in Brazil is approved.
Beginning of reaching out to Cowboy Joe Marcolino - Jose Marcolino with the King of Baião through correspondence that, according to himself never reached their hands. The personal meeting would take place later in the year 1960.
Marines is crowned Queen of Radio Xaxado Mayrink Veiga.
The Japanese singer Keiko Ikuta writes songs Baião Two and Paraíba.

1957
Write the first disc with composition Onildo Almeida. On one side of Caruaru Fair and the other of the Capital Wasteland for Onildo Barbalho Almeida and Nelson.

1958
Begins the heyday of bossa nova with Joao Gilberto, Tom Jobin, Vinicius, and others. The movement grows with the adhesion of Carlos Lyra, Roberto Menescal, Baden and others. Luiz Gonzaga turn recorded their first LP 12-inch 33 rpm. By RCA Victor. Xamego

1960
June 11: Santana dies, victimized by Chagas disease, in Rio de Janeiro.
November 5: Gennaro, aged 71, married Raimunda Maria de Jesus, 32 years, the Exu.
Gonzaga participate, free of charge, Quadros campaign for the presidency.

1961
Luiz Gonzaga enters Freemasonry. This year composes and writes with Lourival Silva Dawn of Peace in honor of the then President of the Republic Quadros, would resign seven months after assuming the presidency.
Personally met José Marcolino - Joe Marcolino, who would record several later works.
Gonzales goes to live with his father in Cocotá, Rio de Janeiro.
Luiz Gonzaga becomes a Mason, and another suffers a car accident, severely injuring his right eye.

1962
March 11: Zé Dantas dies, age 41.
Luiz Gonzaga knows John Smith.

1963
Of his partnership with Nelson Barbalho Death records in the same year the Cowboy knows the popular poet of Ceará Patativa Bakewell. The political climate is tense, and the Brazilians decide by plebiscite to return to the presidential system.
Luiz Gonzaga had his accordion Universal, black, stolen. Antenógenes Silva, his friend and tuner, lends a white accordion. Since then, he takes the white color for their accordions, and the inscription "It's the people" in all its instruments.

1964
Write the composition of Patativa The Sad Departure of Bakewell. The total success is mainly at the Northeast who also lives in South Records, LP in the accordionist of the People of God to the first composition of Gonzales, "Memories of Spring."

1965
Asa Branca is recorded by Geraldo Vandre in his Lp "Time to Fight." Gilbert Young, a young composer from Bahia Gonzaga begins to quote in their interviews, as one of his biggest influences. Later Luiz Gonzaga Vandré record two compositions (not to say that I spoke not of evil It With Flowers and God) in return.

1966
Sinval SA launched the book of the accordionist Creek Bridget - Life and Wanderings of Luiz Gonzaga - The King of Baião. The accordion player is prevented from singing at the festival FIC 66, the music is the North coming, and of Capiba Ariano Suassuna.

1968
A little out of focus on the music scene, Luiz Gonzaga saw his name once again on the rise, this year, Carlos Imperial in Rio de Janeiro spread that the English set The Beatles had just record the song Asa Branca. Not true, but it was enough to return to Gonzaga headlines. And for a long time Gonzaga has always spoken in interviews of interest "of the long-haired Liverpool for this song." Luiz Gonzaga is featured in an edition of Veja Magazine, September 11, Gonzaga with matter: the return of Baião.
Luiz Gonzaga knows Edelzuíta Rabelo in June Festival in Caruaru.

1970
For 70 years was reserved for the explosion of foreign rhythms, particularly Rock'n'roll, coming from the 50 years, where he found supporters like Tony Campelo and Cely, Carlos Gonzaga, etc.. It was the presence in our music the Beatles, the British. United States came the music of Elvis Presley. In Brazil it was the turn of Roberto Carlos, who was already with his Young Guard program. Imperial Carlos, Erasmo Carlos etc., Gave strength to the movement.

1971
Spear LP "The Song of Youth Luiz Gonzaga." The producer Rildo Time claims that "this disk is not for success but a tribute to the youth." In London Caetano Veloso writes Asa Branca, as well as Sergio Mendes and his Brazil 77. It is the year of first contact with the then unknown Fagner Luiz Gonzaga, Rio de Janeiro The accordion comes in Guarapari a hit among the hippies of the time.
It was also the year of 1971, at the initiative of Father Joao Cancio, with the support of the singer Luiz Gonzaga - cousin of Raymond Jacob - and the poet Pedro Bandeira, famous repentista Cariri, held the first Mass of the cowboy, the site Lages, in the city of Serrita, right in the interior of Pernambuco, as a tribute to Raymond Jacob, who was killed by a comrade killed, mostly in form of tribute to the cowboy Northeast. But the main concern of Father Joao Cancio was to bring the church back to the Cowboys. With the celebration of Father Cowboy got his wish fulfilled.

1972
The hands of Capinam presents the show "Gonzaga back to close" at the Teatro Teresa Raquel, in Rio de Janeiro. Under the direction of George Solomon and weeding, the delusion is total, and is the first time Gonzagão faces only a young audience.

1973
Lets move to RCA Victor and Odeon, for a short time, lulled by the success regained. Attempts to launch his candidacy for Congress by then MDB but quit soon the idea, when he felt would get the votes would be in exchange for favors. Inezita Barroso writes Asa Branca as well as the Greek singer Demis Roussos, under the name of White Wings, with lyrics in English.
The then Governor of Pernambuco Gueiros Eraldo Leite, seriously concerned about the climate of discord and violence prevalent in Exu, asked that Luiz Gonzaga tried to appease the conflict between traditional families of the city. In the same year at the initiative of Municipality of Serrita, was erected the statue of Jacob Raymond, sculpted by Jota Mendes, artist Petrolina.
Also that year he recorded his first LP for EMI Odeon.

1974
It is built Park National Cowboy and created on 24 October of that year the Association of the Upper Cowboys Pernambuco backwoods.

1975
Luiz Gonzaga Edelzuíta finds the great love of the final phase of his life.

1976
The Minerva Project is dedicated to a special work of Luiz Gonzaga. That same year he recorded his first 33 rpm single record of the label Raft, with music by Zé Dantas Samari Midwife. Music occupied the two sides of the disc.

1977
Debut "Six and a Half" at the Teatro João Caetano beside Carmelia Alves. Success is total, including large turnout of young people to the theater.

1978
It is an album released in the market as a form of special mention to Luiz Gonzaga - the Great Music of Brazil, the Great Music of Luiz Gonzaga, the Copacabana, produced by Marcus Pereira with orchestral arrangements and direction the position of maestro Guerra Peixe. It is a symphonic version of the classic work of Luiz Gonzaga. It was also the year of death of Januarius, on June 11.

1979
Death of composer, musician and lawyer Humberto Teixeira. Luiz Gonzaga and writes to the disk I and My Father in honor of Januarius.

1980
In Fortaleza, after being literally struck by their fans and faithful of the church, Luiz Gonzaga sings for Pope John Paul II. Receives the expression of the pontiff - Thank Cantador. It was one of the most exciting and rewarding moments in the life of the accordion, which again thought to apply the policy, but gave the advice of friends.


1981
RCA Victor pays him homage by the significant milestone of its 40-year career with the release of the Feast:
It is presented in the festival's summer Guaruja Beach Pitangueiras alongside veteran Osmar Macedo, co-founder of the Dodo and Osmar Electric Trio. In the same year then visit the President Aureliano Chaves, asking him to intervene in Exu, due to feuds between families Saraiva, and Sampaio Alencar, a fact which comes just days after ending a feud that had lasted for some decades.
And through the state executive decree 7549 of 09 November 1981, was appointed Major of Exu intervenor PM Jorge Luiz de Moura, decree was published in the Official Gazette number 209 of November 10.
Along with Gonzales Records Disc resting at home, I live in the world. The two together made incredible performances throughout Brazil.

1982
On invitation of singer Nazaré Pereira, travels to France in Paris presenting theater Bobinot. The singer was a hit with the song Smell Carolina and decided to take the King to France to meet him. In the audience, among others, were Maria Bethania, Celso Furtado and former minister Nascimento e Silva.
From this year, Luiz Gonzaga is to sign as Gonzagão almost all of his hard, as he had been called upon his tour with Gonzales.

1983
Throw the disc 70 years of accordion and sympathy.

1984
Gonzaga receives the first gold record with LP damn good, in which John Smith had a main partner, and receive a second Gold Record after. John Smith would be his great partner, from then on. Gonzaga Prize awarded to Shell.
Luiz Gonzaga sings in the album Gal Costa - Unholy in a band in tribute to Jackson do Pandeiro. Recorded his first LP with Cearense Raimundo Fagner.

1985
It awarded the Golden Trophy Nipper. Besides him, only the singer Nelson Goncalves receive this trophy.

1986
Luiz Gonzaga participates in the festival of Brazilian music in France, Couleurs Brésil, an event that opens the program year of the Brazil-France 86-88. The King of Baião presented at the Grande Halle de la Villette in the closing show, along with other Brazilian artists to an audience of approximately 15 000 people.
LP Forró de Cabo a Rabo, Luiz Gonzaga gave two gold records.

1987
Luiz Gonzaga, the Gonzagão, the RCA receives the first platinum album of his career with the LP Forró de Cabo a Rabo, launched in 1986.

1988
RCA Victor launched a luxury box with five LPs, dubbed the 50 Years of Ground, produced by José Miltom covering Gonzaga's career from the early instrumental recordings. Fagner LP produces the second meeting with the King
Luiz Gonzaga signs record deal with Copacabana, which would release the last four LPs of his career.
Asks for divorce in June, separates itself from Helena, and takes the relationship with Edelzuíta Rabelo.

1989
Recorded his first LP for Copacabana, followed by three more LPs, which would be the last of his career. On June 6, Luiz Gonzaga last up on stage, with the aid of a wheelchair. The audience present in the theater at the Convention Center Guararapes in Recife could not foresee that would not see the Old Moon Beside Dominguinhos, Gonzales, Alceu Valenca and several other friends and partners, and disobeying doctor's orders. Luiz Gonzaga died on August 2, 1989, at 05.15hs in the Santa Joana Hospital in Recife, where he had first taken for 42 days. His body was veiled in the State Legislative Assembly and the Government of Pernambuco declared official mourning for three days.
On December 13, Gonzales, Fagner, Elba Ramalho, Domiguinhos, Johnny and the Exu Joquinha Gonzaga midnight sing happy birthday to Luiz Gonzaga, in Show held in Exu. That same day, the morning opened in Exu Domiguinhos by Gonzales and the Museum of Gonzagão

quinta-feira, 23 de junho de 2011

História da Cidade do Rei do Baião - Exu-PE



A denominação Exu é oriunda de uma corruptela do nome de uma tribo de índios chamados Açu, ou ainda do nome dado pelos índios locais em virtude da grande quantidade de colméias (de forma globosa) de abelhas de ferrão, chamados “Enxu ou Inchu”, existente na região.

Pode-se dizer que o nome Exu resultou da interação das fonéticas LUSA e TUPI. É pois, um nome carregado de sertanidade, brasílico, sulamericano, aculturado pela confraternização entre o índio generoso e o português bem intencionado. (CARVALHO, 1982).

A evolução histórica do município do Exu desenvolveu-se independente e isolada do núcleo açucareiro de Pernambuco.
O ciclo da cana-de-açúcar foi a primeira atividade economicamente organizada do Brasil. A partir da fundação do primeiro engenho de cana -de-açúcar pelo sr. Martim Afonso de Souza, em 1532, e por dois séculos, o açúcar foi o principal produto brasileiro, convivendo, contribuindo e, às vezes, resistindo às mudanças sócio-político-culturais desse período.
No inicio da colonização brasileira o governo metropolitano resolveu estimular alguns portugueses a se instalarem para produzir açúcar no litoral do Brasil. Era preciso efetivar a posse da terra para defendê-la e também explorá-la em suas riquezas. Optou-se pela cana de açúcar por se tratar de uma cultura rápida, chegando ao corte a partir do segundo ano e também devido ao tipo de solo existente. O massapê, solo de barro vermelho excelente para o plantio de cana, encontrado nas várzeas dos rios Capibaribe e Beberibe, eram excelentes para o desenvolvimento dessa cultura.
Outro fator importante foi o clima quente e úmido do Litoral e da Zona da Mata. Além disso, o Nordeste, por sua localização estratégica, permitia fácil escoamento do açúcar produzido, estando mais próximo dos mercados consumidores. Outro fator que contribuiu na decisão de cultivar a cana foi o preço do açúcar alcançado no comércio europeu. Dessa forma, o cultivo da cana-de-açúcar se alastrou devido à riqueza do solo pernambucano e o ciclo açucareiro foi voltado totalmente para a exportação.

Como em Exu não havia sistema de transporte para Recife, até 1926 o trajeto mais rápido era ir a cavalo de Exu a Petrolina, onde se cruzava o Rio São Francisco, pegava-se o trem para Salvador, e em Salvador o navio da Companhia Costeira de Navegação para Recife. Esse era o trajeto mais próximo. Exu era a área mais remota, praticamente a população era mais voltada para o Oeste, no Ceará. Não havia nenhum laço econômico entre Exu e Recife, todo comercio era voltado para o Crato-CE. (CARVALHO: 2003)

A fixação em Exu, após a exploração do Sertão do São Francisco, deu-se com a tolerância do Cacique Araripe, chefe da Tribo “Açu” ou “Inxus” da Nação Cariri, aldeada junto à fonte da Gameleira, Fazenda situada no sopé da Chapada do Araripe.
Os primeiros colonizadores, procedentes de Viana de Castelo, em Portugal, desembarcaram, em Salvador e arrendaram terras à Casa da Torre e foram se fixando às margens do rio São Francisco na Bahia. Depois de algum tempo, tomaram conhecimento, através de alguns índios da tribo Ançu que na encosta da Chapada do Araripe havia terrenos da melhor qualidade para a pecuária e agricultura, com água excelente. Uma visita desses colonizadores àquelas dadivosas paisagens, fez com que todos se transferissem para as terras indicadas.
A penetração no município do Exu foi feita por portugueses que se integraram à expansão do Nordeste. Seus principais fundadores foram: Leonel de Alencar Rego e seus irmãos João Francisco de Alencar Rego, Alexandre de Alencar Rego e Marta do Rego Alencar, que saíram de Salvador e se fixaram nas terras férteis do pé da Serra do Araripe, expandindo assim a extensa posse primitiva em outras fazendas e trazendo mais familiares, nucleando o município de Exu.
Não muito depois, chegaram alguns frades jesuítas e instalaram um abrigo, onde permaneceram muitos anos, hoje restando apenas vestígios (Fazenda Gameleira), do mesmo, onde ergueram uma capelinha ao Senhor Bom Jesus dos Aflitos.
A povoação do Exu iniciou-se mais precisamente em 1734, segundo consta nos livros diocesanos, quando foi criado por Frei José Fialho o “Curado Amovível”, sobre a invocação do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, o qual foi elevado à condição de “Freguesia de natureza colativa*” no dia 14 de outubro de 1779, pelo Bispo de Olinda D. Tomás da Encarnação Costa Lima. Tornou-se freguesia efetiva somente a partir de 03 de dezembro de 1810, através do alvará de homologação assinado pelo príncipe Regente D. Pedro de Orleans e Bragança.
O município propriamente dito foi instalado em 30 de março de 1846 pela lei provincial de N. ° 150. Sujeito a diversas alterações administrativas, Exu teve sempre a categoria de Vila, bem como a transferência de sua sede para municípios vizinhos. Observe-se as Leis, abaixo:

•Em 18 de junho de 1849 pela Lei 249, transferiu a sede para o povoado de Ouricuri.
•Restaurou-se na categoria de Vila por Leis providenciais de n.° 442, de 02 de junho de 1858, e 1.135, de 30 de abril de 1874.
•Em 13 de maio de 1862 pela Lei 520, anexou-se à Comarca de Cabrobó.
•Em 09 de abril de 1863 pela Lei 548, transferiu-se a Vila para a povoação de Granito.
•Em 03 de abril de 1865 pela Lei 608, transferiu-se também a sede da freguesia para Granito.
•Em 13 de maio de 1872, pela Lei 1042, tornou-se novamente sede da freguesia.
•Em 21 de Junho de 1881, pela Lei 1591, elevou-se à Comarca onde teve juiz.
•Em 23 de abril de 1883, pela Lei 1722, foi rebaixada desta última classificação.
O Município foi reconhecido em 07 de junho de 1885, como Comarca.
Em virtude da Lei Orgânica dos Municípios de n.° 52, de 03 de agosto de 1892, constituiu-se autônomo em 09 de julho de 1893, sendo nomeado seu primeiro administrador (prefeito) o Sr. Manuel da Silva Dias Parente e sub-prefeito Henrique Dias Parente.
Foi também criado naquela época o Conselho Municipal, formado pelos senhores:

•Tenente Francisco Aires de Alencar Araripe
•Capitão Vicente Ulisses de Oliveira
•Coronel João Carlos de Alencar Araripe
•José Arnaldo de Castro Alencar
•Lourenço Geraldo de Carvalho
Depois vem a Lei Provincial de n.° 608 de 03 de Abril de 1895 que suprimiu novamente o Município.
A antiga sede do município localizava-se no Brejo do Exu próximo às fontes hidrominerais da Fazenda Gameleira, no sopé da serra do Araripe. Contudo, o centro comercial desenvolveu-se durante o século XIX no povoado da Pamonha, localizado no “canion” que se abre para o atual distrito de Timorante.
Foi então que o Padre João Batista de Holanda Cavalcante, vindo da Paraíba com a missão de catequizar e trabalhar dentro dos nobres princípios religiosos, foi iniciador da construção da Igreja Matriz, um braço forte na edificação de uma nova cidade, pois o Exu Velho por se situar no Sopé da Serra do Araripe estava sujeito a erosão, pois a água que descia da serra provocava desmoronamento, por se situar no Sopé da Serra do Araripe.

O desmoronamento não foi o essencial, houve alguns casos de deslizamento de terra que incentivou, mais o problema foi comercial. O que fez a necessidade de edificação de uma nova cidade foi dicotomia entre a cidade oficial (sede na Gameleira) e a feira setor econômico que ficava na Pamonha

O Padre junto com os senhores Antonio Tavares, Luís Alexandre, Aprígio Lopes, Coronel João Carlos de Alencar, Joaquim Pereira, Leonel de Alencar Rego, Eufrásio Alencar, José Arnaldo de Castro, Antônio Dias Parente, Luís Ulisses de Oliveira e Silva, Aristides Neuton Saldanha, lançaram em 08 de setembro de 1899 a pedra fundamental da cidade de Novo Exu, onde hoje é a praça Casimiro Ulisses.
Assim iniciou a construção da cidade, no terreno doado por D. Edwirgens ao “Bom Jesus dos Aflitos, uma mulher religiosa engajada na catequese. E erguendo-se e, como era de costume na época, a partir de uma capela que recebeu o nome do mesmo padroeiro do Exu Velho, Bom Jesus dos Aflitos. Em redor edificaram-se casa de comércio e residências para todos os lados.
Somente em 1900 é que foi endossada a área, os interesses econômicos unificaram-se com os da cidadania, num lugar central, de fácil acesso, eleito pelas lideranças locais. Tratava-se do sítio Lagoa dos Cavalos assim denominada, porque o terreno, no inverno, acumulava água e, os cavalos soltos no campo vinham beber. No mesmo ano deu-se o lançamento da pedra fundamental do povo, ação que originou a atual sede do município, mas a restauração definitiva da administração pública para a cidade, ocorreu somente em 08 de setembro de 1907, data de aniversário da cidade.
Na tentativa de conseguir a autonomia do Município, foi restaurada pela Lei n.° 844 de 10 de Junho de 1907, com sede na povoação do Novo Exu, e com essa mesma denominação desmembra-se do município de Granito. E em 07 de julho de 1907, Novo Exu reconquista sua autonomia e torna-se Comarca independente, tendo como administrador o próprio Padre João Batista de Holanda Cavalcante, que por alguns anos continuou trabalhando na Paróquia de Exu.
A sede municipal foi elevada à categoria de cidade, em virtude da Lei Estadual n. ° 991 de 1° de Julho de 1909.
Possuía, naquela época, 03(três) distritos no Novo Exu, Canabrava (atual Viração) e Bom Jardim (parte de Bodocó). Refere-se também à criação do Distrito-Sede a Lei Municipal de n.° 101, de 15 de novembro de 1929, segundo o quadro de divisão administrativa, correspondente ao ano de 1933.
Publicado no Boletim do Ministério do Trabalho, Industria e Comércio. Em 1938, pela Lei Estadual n.° 92 de 31 de março de 1938, Claranã passa a ser distrito de Bom Jardim, atual Bodocó, que era distrito de Exu.
Em virtude do Decreto-Lei estadual n.° 235 de 09 de dezembro de 1938, que fixou a divisão territorial para vigorar no qüinqüênio 1938-1943, o Município e o distrito Sede passaram a designar-se Exu e o referido Município perdeu, para o Bodocó o distrito de Claranã, desfalcando parte de seu território.
O Município situa-se, em uma área do sertão pernambucano, que sofre o grande problema da “derrubada”, abatimento de árvores na mata e “queimada”, queima de mata seca ou verde para dar lugar a casas ou para dar espaço a plantação de capim e roças de feijão, milho, etc. Encontramos água de excelente qualidade na encosta da Chapada do Araripe.
Terra natal de Luiz Gonzaga, o popular “Rei do Baião”, Exu conta com atrações turísticas municipais como: as ruínas da capela do Exu velho (Foto 01), Camarinhas (Foto 02) na Gameleira; parque Agro-industrial Aza Branca (Foto 03), centro de lazer e trabalho onde se localiza o Museu do Gonzagão, um espaço cultural que, ainda em vida, quando retornava ao Exu, Luiz Gonzaga teve a idéia de criar, dotando-o com objetos pessoais, tanto seus próprios, como de seu pai, o sanfoneiro Januário. Na Vila Araripe, a capela de São João Batista idealizada e construída pelo Barão de Exu, Gualter Martiniano de Alencar Araripe, e a Casa Grande, primeira casa da Região, hoje Museu Bárbara de Alencar e casa da família Alencar no Brasil, lugar em que chegaram os portugueses para fixarem em Exu, e onde nasce a heroína Bárbara de Alencar, que lutou junto a outros contra a monarquia brasileira.


Uma das curiosidades da cidade é o vento “cantarino”, na época que vai se aproximar o inverno o vento predominante é o vento sul, quando é pra chover há inversão do vento, o vento norte, represa as nuvens que trás umidade, nessa fase de transição do vento sul para o norte ele sobe no sentido contrário, e passa pela garganta da serra fazendo um gemido estridente. Para os mais velhos é sempre um sinal de chuva. Um fenômeno que acompanha Exu desde a colonização.

As festas populares mais comemoradas no município são: Carnaval, Santo Antonio, São João, São Pedro, Natal (festa do padroeiro, Senhor Bom Jesus dos Aflitos), ano novo e a famosa vaquejada por atrair vaqueiros de várias regiões. Especial destaque é dado aos aniversários de nascimento e morte de Luiz Gonzaga, o saudoso Gonzagão, o qual desenvolveu em cada um de seus baiões uma matriz característica de uma região, de uma vivência popular, de uma tradição guardada pelo povo como relíquia do passado. Cantores, músicos, escritores e compositores são unânimes em afirmar que Luiz Gonzaga foi o maior artista do Nordeste em todos os tempos. De uma influência tamanha em qualquer parte do país, que nenhum acordeonista pega no instrumento sem antes se lembrar da obra do “Rei do Baião”.
Para o Nordeste sua figura é de maior expressão e divulgação, inclusive internacionalmente, chegando ao ponto que não se pode falar do Nordeste sem ligá-lo a imagem do “Rei”, que com suas músicas, quando a cidade tomada por turistas, transforma-se num palco de festividade.




ASPECTOS GEO -AMBIENTAIS
O relevo de Exu apresenta terrenos planos e acidentados, pode-se notar a influência do Araripe na formação do relevo, com terras altas, planas e descendo a Serra do Araripe, encontra-se terras baixas e terras férteis e várias nascentes no sopé da serra, que nasce na cidade de Porteira no Ceará e termina no Piauí.
É uma região que sofreu degradações referidas ao terciário que modelou a depressão interiorana e veio a surgir uma flora xerófila com plantas que crescem nas áreas com prolongados períodos de seca e nas de clima muito frio com terrenos salinos. Essas plantas desenvolveram-se, através do tempo, com diferentes estratégias para sobreviver, em ecossistemas tão adversos com caracterização do ambiente semi-árido. Toda a área pediplana, está destituída de sua vegetação original, possivelmente representada por formações florestais, foi invadida por espécies adaptada ao ambiente xérico onde se registra a presença de vegetação herbácea e cactácea que são mais propícias à pecuária do que a agricultura.
Algumas áreas têm solo raso, pedregoso e desprotegido da ação erosiva, contendo também solos argilosos, de massapé e terras férteis. Antes era visível uma grande área da mata ciliar, porém não é mais tão possível. A parte do sertão é coberta por uma vegetação de xiquexique, macambira, jurema, canafístula, catingueira, juazeiro, etc. O município ainda dispõe da vegetação do cerrado no sopé da chapada onde designamos algumas espécies importantes tais como: aroeira, brauna, sabiá, ameixa, pequi, sucupira, angico, etc. tendo inúmeras utilidades de uso energético, como também para serrarias, construção de cercas e estacas.
Há muitos locais onde são realizadas ações agressivas à natureza, corte de árvores, destruindo o ecossistema, queimada de mata, deixando o solo cada vez mais pobre de nutrientes e destruindo a fauna e flora da caatinga. Esta prática é bastante comum entre os agricultores locais, eles costumam desmatar áreas próximas aos rios onde irá ocorrer o assoreamento dos mesmos e acarretam outros problemas. A vegetação típica dessa região é a caatinga, no entanto percebe-se a presença de vegetação de médio e grande porte: a umburana branca e vermelha, cedro, angico, eucalipto e a barriguda, quase extinta.
O manejo florestal está sendo uma alternativa viável e legalizada para a obtenção de vários produtos florestais, de forma sustentada e o município tem algumas áreas que fornecem esses produtos madeireiros. Além disso, essa vegetação é extremamente importante para a manutenção da pecuária extensiva regional.
Em relação à fauna que não é diferenciavel de todo o Nordeste brasileiro, sobrevive inter-relacionada com a cobertura vegetal, daí a necessidade de preservação desta. As principais espécies contidas na região são: preá, tatu, peba, gambá, sagüi, urubu, coruja, gavião, raposa etc. A biodiversidade é enorme e nos impressionam na área de répteis, aves e os fósseis.
O clima é semi-árido e quente, sendo frio no inverno e quente no verão. Existem rios apenas temporários, como o Brígida e seus afluentes: Riacho das Tabocas, Maniçoba e Caraíba (PM-Exu, 2000). Há poucas chuvas, com temperatura superior a 25° e 32° e a questão de pluviosidade está em torno de 700 a 750 mm anuais de água. Neste clima semi-árido Nordestino, existe uma má distribuição de chuva, em tempo e espaço, há áreas em que chove mais que outras. Existem duas concentrações de chuva em períodos diferentes, um período bem definido como no caso do clima cerrado, com uma estação seca e úmida definida (Projeto RADAM BRASIL, 1981).




ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS
A agropecuária é que garante a subsistência dos agricultores que aproveitam as terras férteis deste município. Predomina na estrutura básica econômica do município as culturas de milho, feijão, mandioca, laranja, manga, café, etc, absorvendo 60% de gado leiteiro e 40% de gado de corte.
A produção do município é destinada ao consumo interno e vendida para as cidades e estados vizinhos. O comércio se faz representar por pequenos e médios atacadistas e varejistas nos diversos gêneros das necessidades básicas do consumo.
O segmento industrial não apresenta expressividade tanto ao nível de mão-de-obra empregada, quanto ao plano do valor da produção gerada. A estrutura industrial se reveste de poucas unidades como: duas cerâmicas, sendo uma na sede e outra no povoado do Araripe, que conta com 03 laticínios sendo 01 da cooperativa dos agropecuaristas e 02 de pequenos empresários; e 01 pequena fábrica de gesso.
O movimento bancário está a cargo das agências do Banco do Brasil S/A, com atendimento ao público de 9:00 às 12:00 horas, à tarde somente para serviços internos e o auto-atendimento das 8:00 às 18:00 horas, e o Banco Bradesco Postal, com o atendimento de acordo com o horário dos correios.
O imposto que gera recurso para o município é o Imposto Sobre Serviços (ISS). A arrecadação orçamentária do Município é aproximadamente 3.308.434,52. (dados fornecidos pela secretaria de finanças da Prefeitura Municipal de Exu, 2003).
A ocupação das pessoas que residem no município de Exu-PE, na sua maioria são agricultores, criadores de gado, ovelha ou bode, funcionários públicos federal, estadual ou municipal, bem como pensionistas e aposentados.
A educação no município foi ministrada pelos educandários estaduais, municipais e Legião Brasileira de Assistência -LBA, atual Escola Lizziane. Verificou-se que a maior parte das escolas de Ensino Fundamental estavam localizadas na zona rural, com atendimento à clientela de 05 a 14 anos. O Ensino Médio ficava a critério do Colégio Municipal Bárbara de Alencar com os cursos de Contabilidade e Magistério.
As atividades referentes à promoção da comunidade destinada, especialmente às camadas de baixa renda, eram desenvolvidas pela Legião Brasileira de Assistência – LBA, que manteve o Projeto Casulo atendendo as crianças carentes de 0 a 6 anos com assistência nutricional e psicopedagógicas, material didático e vestuário. O projeto funcionava com 4 horas diárias atendendo a crianças e gestantes distribuindo remédios, enxoval, leite e promoção de reuniões educativas. Desenvolveu-se também, o programa de legalização de família, mantendo os serviços de registro de nascimento.
O município conta ainda com o posto da Superintendência de Campanha de Saúde Pública – SUCAM, hoje Fundação Nacional de Saúde -FUNASA, com uma turma de guardas que todos os dias estão na zona rural buscando cobaias para pesquisas, diagnósticos e tratamento da peste bubônica e combate a tracoma, detetização nos grupos escolares e nas casas onde detectadas as presenças do barbeiro, que tem aparecido com muita freqüência nas escolas. Em cada vila dos distritos, existe um pequeno posto de saúde, mantido pela prefeitura para prestação de serviços de primeiros socorros. Entretanto a falta de alimentos mais nutritivos e higiene nas periferias e Zona Rural são precárias, porque não utilizam fossas ou quando as têm, são rudimentares, pois as pessoas usam áreas livres para satisfazerem suas necessidades fisiológicas, cuja conseqüência é o alto índice de verminoses e doenças transmissíveis. As doenças mais comuns são: verminoses, sarampo, coqueluche, caxumba, diarréia, tracoma, tuberculose, bronquite e pneumonia.
Conta ainda com seis ambulâncias, sendo duas na sede (hospital) e quatro distribuídas nos distritos de Zé Gomes, Tabocas, Timorante e Viração.
A Secretaria Municipal de Saúde implantou em 2001 o programa saúde da família, o qual foi ampliado contando hoje com oito equipes.
Os serviços previdenciários, trabalhistas e assistências ficavam por conta do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural-FURURAL que foi substituído pelo Instituto Nacional de Serviço Social -INSS e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais.


Este texto foi retirado de:
SOUZA, Maria Iláide Carvalho de, "O CRESCIMENTO DA CIDADE DE EXU E SUAS IMPLICAÇÕES AMBIENTAIS DE 1995 A 2003", Monografia, EXU-PE, 2004.



Tradução do português para inglês

Exu The name is derived from a corruption of the name of a tribe of Indians called Acu, or the name given by the local Indians because of the large number of hives (globe-shaped) from the sting of bees, called "Enxu or Inchu" in the region.

You could say that the name resulted from the interaction of Exu phonetic LUSA and Tupi. It is therefore a name full of explorers, Brasilia, South American, acculturated by the generous fellowship between the Indian and Portuguese well-intentioned. (CARVALHO, 1982).

The historical development of the municipality of Exu developed independent and isolated from the sugar core of Pernambuco.
The cycle of cane sugar was first organized economic activity in Brazil. From the founding of the first mill of cane sugar by Mr.. Martim Afonso de Souza in 1532, and for two centuries, sugar was the main Brazilian products, living, contributing and sometimes resisting the socio-cultural policy of that period.
In the early colonization of Brazil the metropolitan government decided to stimulate some Portuguese to settle for sugar production on the coast of Brazil. It was necessary to effect the possession of the land to defend it and also to explore it on their wealth. We opted for sugar cane because it is a culture quick to cut coming from the second year and also due to the type of existing soil. The black clay, red clay soil excellent for growing sugarcane, found in the floodplains of rivers and Beberibe Capibaribe, were excellent for this development.
Another important factor was the weather hot and humid and the Coastal Forest Zone. In addition, the Northeast, for its strategic location, allowing easy flow of sugar produced, is closer to consumer markets. Another contributing factor in the decision to grow sugarcane was the price of sugar reached in European trade. Thus, the cultivation of sugar cane spread due to the fertile soil of Pernambuco and the cycle was devoted entirely to sugar exports.

Like there was Exu transport system for Recife until 1926, the fastest route was to go to horse Exu Petrolina, where he crossed the Rio San Francisco, took the train up to Salvador, Salvador and the ship's company Coast Navigation to Recife. This was the nearest path. Exu was the most remote area, nearly the population was facing west, in Ceará. There was no economic tie between Exu and Recife, all trade was facing the Crato-CE. (CARVALHO, 2003)

The fixation on Exu, after exploring the hinterland of San Francisco, came with the tolerance of Araripe Chief, Chief of the Tribe "Acu" or "Inxus" Cariri the Nation, a village near the source of Gameleira, Farm situated at the foot of the Araripe.
The first settlers, coming from Viana do Castelo, Portugal, arrived in Salvador and leased land to the Tower House and were settling on the banks of the Sao Francisco River in Bahia. After some time, acknowledged by some Indians of the tribe Ançu that the slope of the Araripe had the best quality land for cattle ranching and agriculture, with excellent water. A visit of these settlers that gift landscapes, made everyone move into the lands indicated.
The penetration of Exu in the city was made by Portuguese who have joined the expansion of the Northeast. Its main founders were: Leonel de Alencar Rego and his brothers John Rego Francisco de Alencar, Alexandre de Alencar and Marta do Rego Rego Alencar, who left Salvador and settled in the fertile lands of the foot of the Serra do Araripe, thus expanding the extensive possession primitive in other farms and bringing more family members emerged from the town of Exu.
Not long after, they come and Jesuit friars opened a shelter, where they remained many years, now leaving only traces (Farm Gameleira) of the same, where they built a chapel to the Good Lord Jesus of the Afflicted.
The village of Exu began precisely in 1734, reportedly in the diocesan books when it was created by Father José Fialho the "Removable Cured" on the invocation of the Good Jesus of the Afflicted, which was raised to a "Town * tacky in nature "on October 14, 1779, by the Bishop of Olinda D. Tomás da Costa Lima Incarnation. Parish became effective only from December 3, 1810, through the permit approval signed by the Prince Regent Pedro de Orleans e Bragança.
The city itself was installed on March 30, 1846 by provincial law of N. ° 150. Undergone several administrative changes, Eshu has always had the village category, and the transfer of its headquarters to neighboring municipalities. Observe the Laws, below:

• On June 18, 1849 by Law 249, moved the headquarters to the town of Ouricuri.
• restored in the village category of angels by Laws No 442 of June 2, 1858, and 1135 of 30 April 1874.
• On May 13, 1862 by Act 520, annexed to the District of Cabrobo.
• On April 9, 1863 by Law 548, the village moved to the town of Granite.
• On April 3, 1865 by Law 608, it also shifted the seat of the parish for Granite.
• On May 13, 1872, Law 1042, again became the parish seat.
• On June 21, 1881, Law 1591, rose to the county where he was judge.
• On April 23, 1883, Law 1722, was downgraded this last classification.
The City was recognized in June 7, 1885, as District.
Under the Organic Law of Municipalities of No 52, August 3, 1892, constituted autonomous in July 9, 1893, being appointed as its first administrator (mayor) Mr. Manuel da Silva Dias Parente and sub- Mayor Henrique Dias Parente.
It was also created at that time the City Council, formed by the masters:

• Lieutenant Francisco de Alencar Araripe Aires
• Ulysses Captain Vicente de Oliveira
• Colonel Joao Carlos de Alencar Araripe
• Arnaldo José Alencar de Castro
• Lawrence Geraldo de Carvalho
Then comes the Provincial Law No 608 of 3 April 1895 which abolished the city again.
The former seat of the municipality located in the swamp near the sources of Exu hydro Gameleira of Finance, at the foot of the mountain of Araripe. However, the shopping center was developed during the nineteenth century in the village of Pamonha, located in the "canyon" that opens to the current district Timorante.
It was then that Father John Baptist de Holanda Cavalcante, coming from Paraíba with the mission to evangelize and work within the noble religious principles, was the initiator of construction of the Church, a strong arm in building a new city, as the old for Exu set at the foot of the Serra do Araripe was subject to erosion because the water coming down the mountain caused the collapse, since it was situated in the foothills of the Sierra Araripe.

The collapse was not essential, there were some cases of landslide which encouraged more trade was the problem. What made the need for building a new city was the dichotomy between the official town (home to the Gameleira) and the fair industry that was in Pamonha

Father along with you Antonio Tavares, Luis Alexander Aprígio Lopes, Colonel Joao Carlos de Alencar, Joaquim Pereira, Leonel de Alencar Rego, Eufrásio Alencar, José Arnaldo de Castro, Antonio Dias Parente, Luis Ulisses de Oliveira e Silva, Aristides Neuton Saldanha, launched on September 8, 1899 the cornerstone of the city of New Exu, where today is the square Casimir Ulysses.
Thus began the construction of the city on land donated by D. Edwirgens the "Sorrows of Bom Jesus, a religious woman engaged in catechesis. And rising and, as was customary at the time, from a chapel named after the patron saint of the same old Exu, Good Jesus of the Afflicted. It is built around trading house and residences on all sides.
Only in 1900 is that the area has been endorsed, the unified economic interests with those of citizenship, a central, easily accessible, elected by local leaders. It was the site of the Horse Pond so called because the land in winter, accumulated water, and the horses loose in the field came to drink. In the same year he was the foundation stone of the people, an action that originated the current seat of the municipality, but the final restoration of public administration for the city, occurred in only 8 September 1907, the anniversary of the city.
In an attempt to achieve autonomy in the city, was restored by Act No 844 of June 10, 1907, with headquarters in the town of New Exu, and with that same name severs from the town of Granite. And on July 7, 1907, New Exu regains its autonomy and became an independent county, with the administrator's own Father John Baptist de Holanda Cavalcante, who continued working for several years in the parish of Exu.
The municipal seat was elevated to city status by virtue of State Law ° 991 of 1 July 1909.
He had at that time, 03 (three) districts in the New Exu Canabrava (current Viração) and Bom Jardim (part of Bodocó). It also refers to the creation of the District Headquarters of the Municipal Law No 101 of 15 November 1929, the second part of the administrative division, corresponding to the year 1933.
Published in the Bulletin of the Ministry of Labour, Industry and Commerce. In 1938, the State Law No 92 of March 31, 1938, becomes Claranã district of Bom Jardim, current Bodocó, who was district Exu.
By virtue of Decree-Law No 235 of State December 9, 1938, which established the territorial division in five years with effect from 1938 to 1943, the municipality and the district headquarters have been renamed with the municipality lost Eshu, for Bodocó district Claranã being depleted of their territory.
The city is located in an area of ​​the interior of Pernambuco, who has the big problem of "clearing" logging in the forest and "burning", burning of dry forest or green to make way for homes or to make room for planting grass and fields of beans, corn, etc.. We found excellent quality water on the slope of the Araripe.
Hometown of Gonzaga, the popular "King of the bay," Eshu has local attractions such as the ruins of the old chapel of Exu (Photo 01), Camarinhas (Photo 02) in Gameleira; Agro-industrial park Aza White (Photo 03), work and leisure center which is located the Museum of Gonzagão, a cultural space that was still alive when returned to Exu, Luiz Gonzaga had the idea to create, endowing it with personal objects, both their own as his father, the accordionist Gennaro. In the village Araripe, the chapel of St. John the Baptist conceived and built by Baron Exu Gualter Martiniano de Alencar Araripe, and Casa Grande, the first home of the Region, today Barbara Museum of Alencar Alencar and the family home in Brazil, a place where they came to fix the Portuguese in Exu, and where the heroine is born Barbara de Alencar, who had fought with others against the Brazilian monarchy.


One of the curiosities of the city is the wind "Cantarino", then it will approach the winter the prevailing wind is the south wind, when it is raining there for reversal of the wind, north wind, the clouds behind the dam moisture at this stage of transition from south to north wind he goes in the opposite direction, and passes through the throat of the mountain making a shrill wail. For older people is always a sign of rain. A phenomenon that accompanies Exu since colonization.

The most popular festivals celebrated in the city are: Carnival, St. Anthony, St. John, St. Peter, Christmas (the feast of its patron, the Good Lord Jesus of the Afflicted), New Year and vaquejada famous for attracting cowboys from various regions. Special attention is given to anniversaries of birth and death of Luiz Gonzaga, the late Gonzagão, which developed in each of its Baiões a characteristic matrix of a region, a popular experience, a tradition kept by people as a relic of the past. Singers, musicians, writers and composers are unanimous in saying that Gonzaga was the greatest artist of all time in the Northeast. In such an influence anywhere in the country, that no instrument takes the accordion without first remembering the work of the "King of the bay."
To the northeast is his figure of speech and greater disclosure, including internationally, to the point that one can not speak of the Northeast without turning it on the image of "King," that with your music, when the city taken by tourists, is transformed in a scene of festivity.




GEO-ENVIRONMENTAL ASPECTS
The relief of Exu presents flat and rough, you may notice the influence of Araripe in the formation of relief, with highlands, flat and down Sierra Araripe, is lowlands and fertile land and several springs at the foot of the mountain , born in the town of Gate in Ceará and Piauí ends.
It is a region that has suffered degradation referred to the tertiary shaped depression that came into being provincial and a xerophytic flora with plants that grow in areas with prolonged periods of drought and the climate too cold saline land. These plants have evolved through time, with different strategies to survive in ecosystems such adverse characterization of the semi-arid environment. The whole area pediplana, is devoid of its original vegetation, possibly represented by formations, was invaded by species adapted to xeric environment where it registers the presence of grass and cactus that are more conducive to ranching than farming.
Some areas have shallow soil, rocky and unprotected from the erosive action, also containing clay, massapé and fertile farmland. Before it was visible a large area of ​​riparian vegetation, but is no longer as possible. The part of the interior is covered with a vegetation Xiquexique, macambira, Jurema, canafístula, catingueira, jujube, etc.. The city still has the cerrado vegetation at the foot of the plateau where designated some important species such as mastic, Braun, thrush, plum, pequi, sucupira, mimosa, etc.. with numerous utilities to use energy, but also for sawmills, construction of fences and poles.
There are many places where actions are taken to the aggressive nature, cutting down trees, destroying the ecosystem, forest fire, leaving the poorer soil of nutrients and killing the fauna and flora of the caatinga. This practice is quite common among local farmers, they tend to clear areas near the rivers where they will occur and the silting up of the same cause other problems. The vegetation is typical of the savanna region, however we see the presence of vegetation of medium and large: the umburana white and red cedar, mimosa, eucalyptus and paunchy, almost extinct.
Forest management is a viable alternative for obtaining legalized various forest products in a sustainable way and the city has some areas that provide these wood products. In addition, this vegetation is extremely important for the maintenance of extensive livestock region.
Regarding the fauna that is not differentiable from all over the Northeast of Brazil survives interrelated with land cover, hence the need to preserve this. The main species contained in the region are: guinea pig, armadillo, peba, opossum, marmoset, vulture, owl, hawk, fox etc.. Biodiversity is huge and impressive in the field of reptiles, birds and fossils.
The climate is semi-arid and hot, and cold in winter and hot in summer. There are rivers only temporary, as Bridget and its tributaries: the Tabocas Creek, Maniçoba and the Caribbean (PM-Exu, 2000). There is little rain, with temperatures exceeding 25 ° and 32 ° and the question of rainfall is around 700 to 750 mm of water annually. In this semi-arid Northeast, there is a poor distribution of rainfall in time and space, there are areas where it rains more than others. There are two levels of rainfall in different periods, a well defined period as in the savannah climate with a dry season and wet set (Project RADAM BRAZIL, 1981).




SOCIO-ECONOMIC
Agriculture is to guarantee the livelihood of farmers who take advantage of the fertile lands of this municipality. Predominates in the basic structure of the municipality the cost of corn, beans, cassava, oranges, mango, coffee, etc., absorbing 60% of dairy cattle and 40% of beef cattle.
The production of the municipality is for domestic consumption and sold to cities and neighboring states. Trade is represented by small and medium wholesalers and retailers in various genres of basic consumption needs.
The industrial segment shows no expression at both the manpower employed, and the plan of the production value generated. The industrial structure is of little units as two ceramics, one at headquarters and another in the village of Araripe, which has 03 dairy and 01 of the cooperative of 02 ranchers and small businessmen, small factory and 01 of plaster.
The movement is in charge of bank branches of Banco do Brazil S / A, with service to the public from 9:00 to 12:00 hours in the afternoon only for domestic services and self-service from 8:00 to 18:00 hours Postal and Banco Bradesco, with care according to the time the post office.
The tax that generates appeal to the council is the Service Tax (ISS). The collection of the City budget is approximately 3,308,434.52. (Data provided by the finance department of the City of Exu, 2003).
The occupation of the persons residing in the town of Exu-PE, they are mostly farmers, cattle, sheep or goat, federal officials, state or municipal as well as pensioners and retirees.
Education in the city was given by Educandário state, local and Brazilian Legion of Assistance-LBA, current Lizziane School. It was found that most elementary schools were located in rural areas, with service to customers 05 to 14 years. The high school was at the discretion of the College Barbara Municipal de Alencar with courses in accounting and teaching.
Related activities designed to promote the community, especially the lower income, were developed by the Brazilian Legion of Assistance - LBA, which kept the Cocoon project serving the needy children 0-6 years with nutritional assistance and educational psychology, educational materials and clothing . The project worked with four hours daily serving children and pregnant women delivering medicines, bedding, milk and promotion of educational meetings. Has also developed the program of legalization of family, keeping the birth registration services.
The city also has the rank of Superintendent of Public Health Campaign - SUCAM, now the National Health Foundation-FUNASA with a group of guards who every day are in rural areas seeking subjects for research, diagnosis and treatment of bubonic plague and fighting trachoma in school groups and pest in homes where detected the presence of the barber, who has appeared frequently in schools. In every village of the district, there is a small health center, maintained by the city to provide first aid services. However the lack of more nutritious food and hygiene in the suburbs and rural areas are poor, why not use septic tanks or if they do have, are rudimentary, because people use open spaces to meet their physiological needs, whose result is the high rate of worms and diseases. The most common diseases are: worms, measles, whooping cough, mumps, diarrhea, trachoma, tuberculosis, bronchitis and pneumonia.
It also has six ambulances, two headquarters (hospital) and distributed in four districts of Zé Gomes, Tabocas, and Timorante Viração.
The Municipal Secretariat of Health established in 2001 the family health program, which was expanded today with eight teams.
The social security services, labor and assists were on behalf of the Worker Assistance Fund-Rural FURURAL which was replaced by the National Institute of Social-Social Security and Rural Workers' Unions.


This excerpt is taken from:
SOUZA, Maria Iláide Oak, "GROWTH OF THE CITY OF EXU AND ENVIRONMENTAL IMPLICATIONS OF 1995 TO 2003", Monograph, EXU-PE, 2004.

Museu do Gonzagão Exu- PE










Preocupado em deixar o seu legado preservado, em benefício das gerações futuras, Luiz Gonzaga idealizou e construiu o seu próprio museu, o Museu do Gonzagão, em Exu-PE. O Parque Aza Branca uma ONG constituída sob forma de uma sociedade civil sem fins lucrativos dispõe do maior acervo físico, deixado por Luiz Gonzaga. É este lugar que hoje se organiza e abre os braços para o nosso povo e para a nossa cultura.


Museu do Gonzagão: Todo o acervo cultural e artístico de Luiz Gonzaga: Gibão e Chapéu de Couro, Sanfonas, Discos, Troféus, Fotografias, Livros, Jornais e condecorações.


Casa Grande: Móveis e utilitários de Luiz Gonzaga e D.Helena. O quarto do casal em sua forma original, sala de visita, cozinha, objetos pessoais, televisor e outros objetos.

Barraca de Souvenirs: Venda de chaveiros, camisas, bonés, chapéus de couro, fitas e Cd´s.

Mausoléu do Gonzagão: Onde estão sepultados Luiz Gonzaga e D. Helena.

Safona do Rei do Baião



Tradução do português para inglês

Worried about leaving your legacy preserved for the benefit of future generations, Luiz Gonzaga conceived and built his own museum, the Museum of Gonzagão in Exu-PE. The White Park Aza an NGO formed in the form of a non-profit civil society has the largest physical collection left by Luiz Gonzaga. Is this place that today is organized and open arms to our people and our culture.


Museum Gonzagão: All the cultural and artistic Luiz Gonzaga: Gibbon and Leather Hat, accordion, Disks, Trophies, Photos, Books, Newspapers and decorations.


Casa Grande: Furniture and utilities Luiz Gonzaga and D. Helen. The master bedroom in its original form, living room, kitchen, personal, television and other objects.

Souvenir Tent: Sale of mugs, shirts, hats, leather hats, tapes and CD's.

Mausoleum of Gonzagão: Where are buried Luiz Gonzaga and D. Helena.

Safona the King of Baião

Luiz Gonzaga Nasceu em uma CASA DE TAIPA


CASA DE TAIPA

Você sabe a historia da casa, onde Nasceu Luiz Gonzaga,Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu.

HISTÓRICO

A Taipa em `Pau-a-Pique' é um processo milenar de construção. Os Portugueses trouxeram-na para o Brasil, quando só havia as ocas dos índios, e a difundiram de norte a sul do país. Tornou-se assim uma das manifestações mais tradicionais de nossa arquitetura, e teve seu período de excelência durante o ciclo do ouro em cidades como Ouro Preto, Congonhas e Diamantina.

TÉCNICA

É o barro armado com madeira. Consiste numa estrutura de ripas de madeira ou bambu, formando um gradeamento, cujos vazios são preenchidos com barro amassado.

DECLÍNIO

A técnica vem sendo conservada pela tradição oral, mantendo seu conhecimento no meio rural, com perdas de suas características, qualidades e possibilidades futuras. O preconceito somado à industrialização da construção civil determinaram o declínio deste tradicional processo de construção, que foi definitivamente atingido pela má escolha dos materiais, e no progressivo abandono e esquecimento das práticas de sua feitura.

DISCRIMINAÇÃO
Relegada como técnica primitiva, desprezada não só pelas elites mas até mesmo pelas camadas populares, este tipo de construção ficou ligado à miséria e traz embutido um caráter de moradia provisória, um abrigo passageiro contra a opressão da natureza.

PRODUTO CULTURAL

A casa de taipa é um produto cultural, síntese de histórias e conhecimentos acumulados, resultado da reação necessária e suficiente do homem às hostilidades do meio em que vive e do material que tem a sua disposição.
Cabe ao indivíduo decidir como, onde, quando, e de que forma vai fazer sua morada. Tudo vai depender de suas condições econômicas, físicas e culturais, e do tamanho de sua necessidade.
O homem pode e tem como fazê-lo corretamente.



Tradução do português para inglês

Casa de Taipa

You know the story of the house, where he was born Luiz Gonzaga, Rascal was born on the farm in the foothills of the Sierra de Araripe, in rural Exu.

HISTORY

Taipa in `Pau-a-Pique 'is an ancient process of construction. The Portuguese brought it to Brazil, when there were only the hollow of the Indians, and spread from north to south. It thus became one of the manifestations of our more traditional architecture, and had its period of excellence during the gold cycle in cities like Ouro Preto, Congonhas and Diamantina.

TECHNICAL

It is armed with the clay timber. It consists of a structure of wooden slats or bamboo, forming a grating, whose voids are filled with flattened clay.

DECLINE

The technique has been preserved by oral tradition, keeping their knowledge in rural areas, with losses of their characteristics, quality and future possibilities. The bias added to the industrialization of construction led to the decline of traditional building process, which was definitely struck by the poor choice of materials, and the progressive abandonment and forgetfulness of the practices of its making.

DISCRIMINATION
Relegated to the primitive technique, despised not only by elites but even the lower classes, this type of construction was connected to misery and brings with it a character of provisional housing, under a passenger against the oppression of nature.

CULTURAL PRODUCT

The adobe house is a cultural product, synthesis of history and accumulated knowledge, the result of necessary and sufficient response to the hostilities of man's environment they live in and the material that has at its disposal.
It is up to individual to decide how, where, when, and how they will make their home. Everything will depend on their economic, physical and cultural, and the size of your need.
Man can and has to do it properly

A Feira de Caruaru


A Feira de Caruaru
Luíz Gonzaga

Composição: Onildo Almeida

A Feira de Caruaru,
Faz gosto a gente vê.
De tudo que há no mundo,
Nela tem pra vendê,
Na feira de Caruaru.

Tem massa de mandioca,
Batata assada, tem ovo cru,
Banana, laranja, manga,
Batata, doce, queijo e caju,
Cenoura, jabuticaba,
Guiné, galinha, pato e peru,
Tem bode, carneiro, porco,
Se duvidá... inté cururu.

Tem cesto, balaio, corda,
Tamanco, gréia, tem cuêi-tatu,
Tem fumo, tem tabaqueiro,
Feito de chifre de boi zebu,
Caneco acuvitêro,
Penêra boa e mé de uruçú,
Tem carça de arvorada,
Que é pra matuto não andá nú.


Tem rêde, tem balieira,
Mode minino caçá nambu,
Maxixe, cebola verde,
Tomate, cuento, couve e chuchu,
Armoço feito nas torda,
Pirão mixido que nem angu,
Mubia de tamburête,
Feita do tronco do mulungú.

Tem loiça, tem ferro véio,
Sorvete de raspa que faz jaú,
Gelada, cardo de cana,
Fruta de paima e mandacaru.
Bunecos de Vitalino,
Que são cunhecidos inté no Sul,
De tudo que há no mundo,
Tem na Feira de Caruaru.


Que Caruaru tem a maior feira do mundo todos nós sabemos. É como diz o grande compositor Caruaruense Onildo Almeida, na música “A Feira de Caruaru:” “ tudo que há no mundo, nela tem pra vender”. Mas existe um cantinho dentro dessa imensa feira que acredito ser um dos mais visitados, principalmente pelos turistas, a Feira de Artesanato.

Carinhosamente chamada de feirinha de artesanato, lá o visitante encontra todo tipo de lembranças para presentear amigos e familiares, seja de couro, barro, madeira, palha, bronze ou tecido, são os mais variados tipos de artesanato: bonecos de vitalino, cavalos de pau, botas, sandálias e chinelos feitos do melhor couro da região, os mais variados modelos e tipos de redes, literatura de cordel e uma infinidade de produtos artesanais.

Mas a feirinha não tem só artesanato. Tem também aquele saboroso bode guisado ou assado na brasa, acompanhado por aquela saborosa pimenta e a gostosa caninha regional, ou então vai com aquela cervejinha gelada. Tudo servido com o maior carinho pelos donos dos mais variados bares que funcionam dentro da feira, e o visitante ainda curte aquele forrozinho pé de serra tocado por artistas da terra. Vale a pena conhecer, comprar artesanato e saborear a culinária regional. Quando for a Caruaru guarde essa dica.



Tradução do português para inglês

The Caruaru Fair
Luiz Gonzaga

Composition: Adams Onildo

The Caruaru Fair,
Make like you see.
From everything in the world,
It has to sell,
On Wednesday Caruaru.

Has a mass of cassava,
Baked potato, has raw egg,
Banana, orange, mango,
Potatoes, sweet, cheese and cashews,
Carrot, jabuticaba,
Guinea hen, duck and turkey,
Have goat, lamb, pork,
If you doubt ... cururu interested.

Has basket, baskets, rope,
Clog, gréia has Cueio armadillo,
Has smoking has tobacconist,
Made of ox horn zebu
Acuvitêro cup,
Penêra good and medium Urucu,
It has flown's prisons,
That is to not walk naked hillbilly.


Have network has Balieiro,
Mode tinamous hunt male gender,
Cucumber, green onion,
Tomato, cuento, cabbage and chayote,
Armoço done in the auk,
Mixido that not mush mush,
Mubia of tamburête,
Made trunk Mulungu.

Has dishwasher, iron has come,
Ice cream making scrapes jau,
Cold, thistle cane,
Paim and cactus fruit.
Bunecos Vitalino,
Cunhecidos that are interested in the South,
From everything in the world,
Has in Caruaru Fair.


Caruaru that has the largest fair in the world we all know. It is as the great composer Caruaruense Onildo Adams, the song "The Caruaru Fair," "everything in the world, it has to sell." But there is one corner of this huge show in which I believe is one of the most visited mainly by tourists, the Craft Fair.

Affectionately called Handicraft Market, there the visitor can find all sorts of souvenirs as presents for friends and family, is leather, clay, wood, straw, bronze or tissue, are the most varied types of crafts: Vitalino dolls, wooden horses , boots, sandals and slippers made from the best leather in the region, the most varied models and types of networks, the literature of string and a multitude of handmade products.

But not only has feirinha crafts. It also has one tasty goat stew or barbequed, accompanied by that tasty hot pepper and rum regional, or cold beer goes with that. All served with the greatest care by the owners of various bars that work within the exhibition, and visitors still enjoy that forró pé de serra played by artists of the land. It is worth knowing, buy crafts and taste the regional cuisine. When you save this tip to Caruaru.

Sucessos de Luiz Gonzaga e Discografia





Sucessos de Luiz Gonzaga
Campina Grande(PB - Brasil).A dança da moda, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
A feira de Caruaru, Onildo Almeida (1957)
A letra I, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
A morte do vaqueiro, Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho (1963)
A triste partida, Patativa do Assaré (1964)
A vida do viajante, Hervé Cordovil e Luiz Gonzaga (1953)
Acauã, Zé Dantas (1952)
Adeus, Iracema, Zé Dantas (1962)
Á-bê-cê do sertão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Adeus, Pernambuco, Hervé Cordovil e Manezinho Araújo (1952)
Algodão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Amanhã eu vou, Beduíno e Luiz Gonzaga (1951)
Amor da minha vida, Benil Santos e Raul Sampaio (1960)
Asa-branca, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1947)
Assum-preto, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
Ave-maria sertaneja, Júlio Ricardo e O. de Oliveira (1964)
Baião, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1946)
Baião da Penha, David Nasser e Guio de Morais (1951)
Beata Mocinha, Manezinho Araújo e Zé Renato (1952)
Boi bumbá, Gonzaguinha e Luiz Gonzaga (1965)
Boiadeiro, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1950)
Cacimba Nova, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1964)
Calango da lacraia, Jeová Portela e Luiz Gonzaga (1946)
O Cheiro de Carolina, - Sua Sanfona e Sua Simpatia - Amorim Roxo e Zé Gonzaga (1998)
Chofer de praça, Evaldo Ruy e Fernando Lobo (1950)
Cigarro de paia, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1951)
Cintura fina, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Cortando pano, Jeová Portela, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1945)
De Fiá Pavi (João Silva/Oseinha) (1987)
Dezessete légua e meia, Carlos Barroso e Humberto Teixeira (1950)
Feira de gado, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)
Firim, firim, firim, Alcebíades Nogueira e Luiz Gonzaga (1948)
Fogo sem fuzil, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1965)
Fole gemedor, Luiz Gonzaga (1964)
Forró de Mané Vito, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Forró de Zé Antão, Zé Dantas (1962)
Forró de Zé do Baile, Severino Ramos (1964)
Forró de Zé Tatu, Jorge de Castro e Zé Ramos (1955)
Forró no escuro, Luiz Gonzaga (1957)
Fuga da África, Luiz Gonzaga (1944)
Hora do adeus, Luiz Queiroga e Onildo Almeida (1967)
Imbalança, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1952)
Jardim da saudade, Alcides Gonçalves e Lupicínio Rodrigues (1952)
Juca, Lupicínio Rodrigues (1952)
Lascando o cano, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)
Légua tirana, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1949)
Lembrança de primavera, Gonzaguinha (1964)
Liforme instravagante, Raimundo Granjeiro (1963)
Lorota boa, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1949)
Moda da mula preta, Raul Torres (1948)
Moreninha tentação, Sylvio Moacyr de Araújo e Luiz Gonzaga (1953)
No Ceará não tem disso, não, Guio de Morais (1950)
No meu pé de serra, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1947)
Noites brasileiras, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)
Numa sala de reboco, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1964)
O maior tocador, Luiz Guimarães (1965)
O xote das meninas, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Ô véio macho, Rosil Cavalcanti (1962)
Obrigado, João Paulo, Luiz Gonzaga e Padre Gothardo (1981)
O fole roncou, Luiz Gonzaga e Nelson Valença (1973)
Óia eu aqui de novo, Antônio Barros (1967)
Olha pro céu, Luiz Gonzaga e Peterpan (1951)
Ou casa, ou morre, Elias Soares (1967)
Ovo azul, Miguel Lima e Paraguaçu (1946)
Padroeira do Brasil, Luiz Gonzaga e Raimundo Granjeiro (1955)
Pão-duro, Assis Valente e Luiz Gonzaga (1946)
Pássaro carão, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1962)
Pau-de-arara, Guio de Morais e Luiz Gonzaga (1952)
Paulo Afonso, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1955)
Pé de serra, Luiz Gonzaga (1942)
Penerô xerém, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1945)
Perpétua, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1946)
Piauí, Sylvio Moacyr de Araújo (1952)
Piriri, Albuquerque e João Silva (1965)
Quase maluco, Luiz Gonzaga e Victor Simon (1950)
Quer ir mais eu?, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1947)
Quero chá, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1965)
Padre sertanejo, Helena Gonzaga e Pantaleão (1964)
Respeita Januário, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
Retrato de Um Forró,Luiz Ramalho e Luiz Gonzaga (1974)
Riacho do Navio, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1955)
Sabiá, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1951)
Sanfona do povo, Luiz Gonzaga e Luiz Guimarães (1964)
Sanfoneiro Zé Tatu, Onildo Almeida (1962)
São-joão na roça, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1952)
Siri jogando bola, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1956)
Tropeiros da Borborema, Raimundo Asfora / Rosil Cavalcante
Vem, morena, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Vira-e-mexe, Luiz Gonzaga (1941)
Xanduzinha, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
Xote dos cabeludos, José Clementino e Luiz Gonzaga (1967)

Discografia
1956 - Aboios e Vaquejadas
1957 - O Reino do Baião
1958 - Xamego
1961 - Luiz "LUA" Gonzaga
1962 - Ô Véio Macho
1962 - São João na Roça
1963 - Pisa no Pilão (Festa do Milho)
1964 - A Triste Partida
1964 - Sanfona do Povo
1965 - Quadrilhas e Marchinhas Juninas
1967 - O Sanfoneiro do Povo de Deus
1967 - Óia Eu Aqui de Novo
1968 - Canaã
1968 - São João do Araripe
1970 - Sertão 70
1971 - O Canto Jovem de Luiz Gonzaga
1971 - São João Quente
1972 - Aquilo Bom!
1972 - Volta pra Curtir (Ao Vivo)
1973 - A Nova Jerusalém
1973 - Sangue de Nordestino
1973 - Luiz Gonzaga
1974 - Daquele Jeito...
1974 - O Fole Roncou
1976 - Capim Novo
1977 - Chá Cutuba
1978 - Dengo Maior
1979 - Eu e Meu Pai
1979 - Quadrilhas e Marchinhas Juninas, vol. 2 - Vire Que Tem Forró
1980 - O Homem da Terra
1981 - A Festa
1981 - A Vida do Viajante - Gonzagão e Gonzaguinha
1982 - Eterno Cantador
1983 - 70 Anos de Sanfona e Simpatia
1984 - Danado de Bom
1984 - Luiz Gonzaga & Fagner
1985 - Sanfoneiro Macho
1986 - Forró de Cabo a Rabo
1987 - De Fiá Pavi
1988 - Aí Tem
1988 - Gonzagão & Fagner 2 - ABC do Sertão
1989 - Vou Te Matar de Cheiro
1989 - Aquarela Nordestina
1989 - Forrobodó Cigano
1989 - Luiz Gonzaga e sua Sanfona, vol. 2